Como é constituída uma galáxia?
Uma galáxia é um conjunto de milhões (as anãs) a milhares de milhões (as maiores) de estrelas, gás e poeira. Para além das diferenças em tamanho/massa, entre as maiores, existem diferenças claras morfológicas classificadas pela primeira vez por Hubble. Ainda hoje utilizamos este chamado "diagrama em diapasão de Hubble" (Tunning Fork Diagram).
Diagrama em diapasão de Hubble. (http://cas.sdss.org/runs/en/proj/basic/galaxies/tuningfork.asp)
O tipo de galáxia mais abundante do Universo é como a nossa: uma galáxia espiral (S). Têm muito gás e poeiras, podem ter uma barra estelar central (SB) e, mais importante, têm rotação, pelo que a sua matéria visível está concentrada num disco e apresentam braços em espiral. A matéria invisível ou escura, que ainda não sabemos o que é, domina a massa das galáxias (espirais e outras) e, no caso das espirais, concentra-se num halo esférico.
Quanto às galáxias elípticas (E) são totalmente desprovidas de gás e poeiras, só compostas por estrelas velhas. São semelhantes a enxames de abelhas, com as estrelas a efectuarem movimentos caóticos. O aspecto global é o de um elipsóide: uma forma oval.
Entre as elípticas e as espirais, em morfologia e em composição, existem as galáxias esferóides (S0) que, por acaso, também podem ter uma barra estelar central (SB0). Têm algum gás e poeiras mas, de resto, são em tudo semelhantes às elípticas. Existem outros dois tipos que, em conjunto, não ultrapassam os 5% de todas as galáxias: irregulares (Irr) e peculiares (Pec). Ver, por exemplo, http://cas.sdss.org/runs/en/proj/basic/galaxies/tuningfork.asp.