O que é que os novos grandes telescópios vão trazer de novo em relação aos actuais?
Essencialmente nova tecnologia, claro. De facto, os detectores têm melhorado de tal forma que, agora, já é possível fazer imagens quase simultâneas em muitas "cores" no visível e no infravermelho: tantas que dividimos essa zona do espectro em milhares de pequenas "fatias". Além disso, as melhorias nas técnicas de correção dos efeitos perturbadores da atmosfera (óptica adaptativa) e locais/mecânicos (óptica activa), vão fazer com que a utilização dos novos grandes telescópios na superficie da Terra seja quase idêntica a tê-los no espaço. Assim, o efeito limitador da resolução (capacidade de separar objectos que estejam muito distantes e, logo, aparentemente muito próximos), causado pela atmosfera, é diminuto. Para além disso, como os novos grandes telescópios serão verdadeiros gigantes, com diâmetros de espelho principal fabulosos (Extremely Large Telescope - ELT - do ESO, 42m; Giant Magellan Telescope, 24m, americano; Thrity Meter Telescope, 30m, tambem americano), captarão muito mais fotões (elementos de luz) do que os actuais. De facto, o ELT, captará 16 vezes mais luz do que o actual maior do mundo, o GranTeCan, nas Canárias, com 10.4m. Mas esses três gigantes só estarão disponiveis em 2016.