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TAXAS DE INFESTAÇÃO
 

Na ilha da Madeira, a Cydia splendana constitui uma praga na cultura do castanheiro, sendo responsável por avultados danos na produção de castanha.

Um sintoma da presença da praga nos castanheiros é o acastanhamento e queda prematura dos ouriços.

As castanhas atacadas não apresentam externamente sintomas visíveis caso a lagarta ainda se encontre no seu interior, pois, o orifício que as lagartas fazem para penetrar no interior dos frutos é muito pequeno, quase imperceptível a olho nu. Apenas se detecta sinais da presença desta praga quando as lagartas abandonam os frutos, deixando então um orifício de saída bem visível.

Atendendo a este facto, para fazer uma estimativa da taxa de infestação desta praga, é necessário recolher uma amostra considerada representativa da parcela em estudo e abrir todos os frutos.

 

Localidade

2004

2005

Curral das Freiras

32%

41%

Jardim da Serra

13%

15%

Serra de Água

40%

38%

Danos registados nas três localidades estudadas em 2004 e 2005.
 

Os resultados mostram que as taxas de infestação por Cydia splendana são elevadas. A percentagem de castanhas danificadas é muito variável entre as localidades monitorizadas, variando também de ano para ano.

 

Embora o estudo das diferentes variedades de castanhas cultivadas na Madeira não esteja englobado no âmbito deste projecto, verifica-se que existem variedades que parecem ser mais susceptíveis ao ataque desta espécie, facto que poderá estar relacionado com as diferenças encontradas entre as localidades no que respeita à taxa de infestação, contudo, esta hipótese necessita de um estudo posterior para confirmar a sua veracidade.

 

 

Outras pragas e doenças do castanheiro


Para além da Cydia splendana, existem um conjunto de artrópodes que pelo seu carácter perfurador, penetram no interior das castanhas, danificando-as, inviabilizando assim o seu valor comercial. Entre estes, destacam-se duas espécies de borboletas: Cydia fagiglendana (Zel.) e Pammene fasciana (L.) e uma espécie de coleótpero: Curculio elephas Gyll. Contudo, na Madeira, apenas se tem registado a presença de Cydia splendana.

 

O castanheiro pode ser afectado por várias doenças, sendo as principais a tinta e o cancro. A doença da tinta é causada por um fungo, Phytophora cinnamomi Rands, que ataca a árvore através das raízes, causando a morte da planta em meses. O cancro do castanheiro, também causado por um fungo, Cryphonectria parasitica (Murr.) Barr, dissemina os seus esporos através dos insectos e dos pássaros. Este fungo provoca a morte dos ramos da árvore.

 

 

Distribuição do castanheiro na Madeira

 

Na ilha da Madeira a introdução do castanheiro deu-se no século XVI aquando do estabelecimento das primeiras populações. Actualmente nesta Ilha, a distribuição desta espécie ocorre maioritariamente em zonas montanhosas ao longo da costa sul, geralmente em parcelas de terreno muito acidentadas e de clima rigoroso, onde o estabelecimento de outras culturas seria muito difícil, representando assim um contributo para a economia familiar dos agricultores, principalmente através da comercialização da castanha.

 
Mapa da distribuição do castanheiro na Ilha da Madeira (Jesus, 2004).
 
 
 
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