Archive for the 'Palpites & Sugestões' Category

Perdidos e Achados

Monday, September 1st, 2008

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Hoje perguntaram-me se eu tinha emigrado. Após 6 meses de pausa bloguística, saio da toca para dizer que ainda estou por aqui. Isto de ter que escrever, ou porque nos é imposto ou porque somos quase obrigados pelo comprossimo informal firmado com os fiéis leitores, não dá certo.

Os entendidos não dizem que nos devemos retirar quando estamos desenquadrados?

Mas até acho que podia pegar nas minhas últimas palavras e aplicar ao período corrente. É tudo mais do mesmo.

Acho que só mesmo a gasolina sofreu flutuações.

Volto em breve!

Roberto Xavier

A pujança do velho Pujol

Wednesday, January 16th, 2008

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Jordi Pujol, o homem que dirigiu durante mais de duas décadas a Comunidade Autónoma da Catalunha, veio ao Funchal a convite do Banif.
Foi conferencista numa sessão que marcou os 20 anos desta instituição que nasceu da velha Caixa Económica do Funchal, onde se empregaram muitos jovens da minha geração e onde, alguns, passaram os piores momentos das suas vidas (a transformação em banco implicou emagrecimento de quadros e o armazenamento num quarto, sem nada para fazer, até enlouquecerem ou se demitirem nas condições que os novos donos queriam. Um Gulag à maneira… contas para outros rosários].
O velho Pujol, o homem que se fazia deslocar em jacto privado quando ia a conferências internacionais andou pela ilha a ver o desenvolvimento e sobretudo a ouvir, anónimamente, o povo. Ele mesmo deu conta desses testemunhos. O que terá ouvido o catalão em S. Vicente e noutras paragens por onde andou. Vejo uns sorrisos amarelos.
Foi agradável ouvir este vulto da autonomia, um homem que lutou contra o franquismo (que o condenou a sete anos de prisão), autor de um livro de memórias interessante, um homem bem resolvido com a vida sem ressabiamentos nem ódios de estimação. Um autonomista europeu moderno. 
Jordi Pujol, não se sente inútil. Não precisa de Corte, não tem intenções de voltar ao governo. Esse tempo passou. Pouca se importa se o sucessor tem barba ou bigode ou nem uma coisa nem outra. Saiu e pronto.
Hoje anda por aí a dizer o que pensa e mais do que isso a ser ouvido com atenção e prazer.
Na conferência do Banif falou da necessidade de acautelar a economia produtiva, um conjunto que não liga bem com a grande finança e com o interesse dos banqueiros. Era ontem e, é hoje. É o que ele pensa. Puro e duro.
Mas o que me levou a escrever estas linhas foram duas outras declarações do velho político. Primeiro esta; “a alegria é um activo económico”. É verdade que ironizou acerca de umas alegrias sem graça. E, por graça,  alguns aparatchiques que por ali pululavam para serem vistos, riram-se. Riram-se muito, apesar de não serem activos, economicamente falando.
A outra declaração que gostei tem a ver com o seu conceito de autonomia. Diz ele que antes da dita era fácil a qualquer político da Espanha profunda, acordar de manhã e esperar pelas ordens que vinham de Madrid.
Lá como cá. Lá, o comboio a trazer o “boletim del gobierno”, aqui, o barco com a mala postal do Governador….
Autonomia é outra coisa, para o bem e para o mal. É por exemplo, pormenoriza Pujol, os políticos se levantarem de manhã e não terem expiatório. Já não recebem ordens, podem decidir mas isso é uma responsabilidade.
É sim senhor outra música. E a riqueza da Catalunha, a sua história e identidade não justificam tudo. Fiquei curioso. Por isso vou ler o primeiro volume da biografia de Pujol, assim que terminar a (re)leitura de “A Festa do Chibo” de Mario Vargas Llosa outra coisa que sugiro aos meus amigos de verdade. Uma ficção tendo por cenário a República Dominicana mas que poderia ser noutro ponto do planeta.

Roquelino Ornelas

Filme “A Calúnia”, Hoje no AXN às 22.30

Sunday, January 13th, 2008

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Título Original: Absence of Malice
Com: Paul Newman, Sally Field
Realização: Sydney Pollack
Categoria: Drama, Romance
Resumo: Imagine que de manhã compra o jornal e a sua vida é a manchete do dia… e tudo o que dizem está escrito com exactidão mas não corresponde à verdade. Este é o dilema que tem de ser enfrentado neste drama bastante actual acerca do poder da imprensa. Michael Gallagher (Paul Newman, nomeado para um Oscar pelo seu desempenho neste filme) lê num artigo de jornal que está a ser alvo de uma investigação criminal. De um momento para o outro, tudo aquilo pelo qual ele trabalhou durante anos está em perigo. .. Gallagher confronta a autora da reportagem, a jornalista Megan Carter (Sally Field), e juntos descobrem que a história foi propositadamente ventilada a Carter como parte de uma intriga orquestrada pelo chefe do departamento de investigação da polícia. A vida de Gallagher está na corda bamba e juntamente com Carter terá que desvendar a verdade.

É um filme que deve ser visto por jornalistas, políticos e forças de segurança e investigação.

Bom cinema!

Lília Bernardes

Bons sinais a abrir

Tuesday, January 1st, 2008

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Estou com o mesmo palpite da [minha sócia] Lília.
2008 é, graficamente falando, um número bonito. Gosto do conjunto e sobretudo da terminação. Regra geral dou-me por sortudo com a terminação.
Ora, pode ser até por isso que me parece vislumbrar dois ou três sinais de bom augúrio. Um deles; o facto de não ter conseguido bilhetes para o concerto de ano novo aqui no Funchal. Esgotaram-se praticamente uma semana antes. Muito bom sinal. A antiga sala de cinema do Casino lotou de assistentes e não eram só estrangeiros. Impensável há pouco tempo atrás.
Depois, escrevo ainda deleitado com outro concerto de ano novo. O mais mediatizado de todos, o da Orquestra Filarmónica de Viena.
Este ano a direcção ficou por conta de Georges Prêtre.
Este francês tem 83 anos e estreiou-se a dirigir em Viena neste concerto de 2008. É encorajador. Ás vezes deparo com estados de alma bem mais velhotes em gente com idade de ser neta de Prêtre.
Outro ponto - o nosso maestro dirigiu sem pauta e todo ele se deixava trespassar pela melodia. Uma memória fantástica e uma vibração que se lia nos olhos, na cara, no corpo todo.  Foi um belíssimo momento e, decidi que vou seguir esta batuta em 2008. 
Um bom ano também para si.

Roquelino Ornelas 

 

Porque será?

Saturday, December 15th, 2007

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Alguém sabe porque razão que o túnel que faz a ligação entre a zona da Quinta Magnólia e a Avenida Calouste Gulbenkian está constantemente encerrado à noite, obrigando assim os automobilistas a prolongar o seu percurso?

Será que é para não perturbar o sono do Presidente da ALRAM?

Já  não bastava o PSP a carpir com o frio e a chuva à porta!

Roberto Xavier

Está há demasiado tempo na mesma empresa?

Sunday, December 2nd, 2007

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Mensalmente a revista Exame presenteia-nos com a crónica “Ideias em directo”, de Jack Welch, o lendário CEO da General Electric (GE), autor do bestseller “Vencer” e considerado um guru em comportamento organizacional.
O mote para esta crónica traduzida do “The New York Times Syndicate” são as questões colocadas pelos leitores.

Uma das perguntas da edição deste mês é a seguinte:
“Quais os critérios que devemos utilizar para determinarmos se já estamos há demasiado tempo na mesma companhia?”

Jack Welch e a sua mulher, Suzy Welch, respondem com 4 perguntas:

1. “(…) tem vontade de ir trabalhar todas as manhãs?”

2. “(…) gosta de passar algum tempo com os seus colegas de trabalho ou, pelo contrário, a convivência com eles deixa-o fora de si?”

3. “(…) a sua empresa ajuda-o a atingir e a cumprir a missão pessoal a que se propôs?”

4. “(…) consegue imaginar-se na mesma organização daqui a um ano?”

Arremata a sua resposta aconselhando: “Projecte-se no futuro, tanto quanto puder, e preveja onde estará na organização, as funções que estará a desempenhar, quem estará a gerir e quem estará a geri-lo a si.”

in http://www.exame.pt/284/html/JackWelch.html

Roberto Xavier

POLIS - lições de G. Grass

Wednesday, November 28th, 2007

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“Aprendi que, enquanto cidadãos de um Estado, independentemente do ofício, também temos de nos empenhar políticamente. Não se pode deixar a democracia unicamente aos políticos, sob o risco de ela se tornar um invólucro vazio, em que o cidadão é apenas gado votante. A República de Weimar fracassou por não terem existido suficientes cidadãos a colocar-se à sua frente para a proteger. Retirei daí as minhas conclusões”.

Respiguei esta resposta da entrevista à última Visão [ nº 768 - 22 Nov.07 ] de Gunther Grass, 80 anos, alemão, prémio nobel da literatura. Grass é sobretudo dono de uma vida e de um estilo que admiro.
Esta reflexão, este fundamento para a intervenção cívica é profundo e de grande amplitude. Vale por si e pelo contexto. Vale ainda para ajudar a barrar o avanço perigoso de políticos que se julgam ungidos pelo voto e, desde aí, imunes à crítica e ao contraponto. 

Roquelino Ornelas 

Para os nostálgicos

Friday, November 9th, 2007

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Um dia destes descobri um site que é um verdadeiro achado. Remete-nos para as memórias de criança, desde as séries de animação à música dos anos 70 e 80. Por um lado é estranho ver coisas que já nem me lembrava, mas por outro enche a alma e faz recordar momentos que pareciam estar esquecidos. Afinal, cai sempre bem recordar o Tom Sawyer ou ouvir “Eu vi um sapo” de Maria Armanda.
Como sei que os leitores do nosso blog são tão nostálgicos como nós, tenho a certeza que este site irá fazer um sucesso.

http://www.misteriojuvenil.com/piratas_momentomagico.htm

Roberto Xavier

1 Visão = 1 Árvore

Monday, October 29th, 2007

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A edição desta semana da revista Visão é uma verdadeira surpresa, é dedicada na quase totalidade ao ambiente.

Independentemente dos meandros envolvidos e a moda Al Gore estas iniciativas nunca são demais e são sempre de louvar.
Prevê-se que as tendências de marketing para 2008 irão inclinar-se fortemente para as questões ambientais. Vão até mais longe e referem que as empresas que não tiverem uma consciência verde nas suas políticas irão perder competitividade.

Só uma critíca à edição verde da Visão. É pena que o especial de 252 páginas não seja grande exemplo e não ajuda muito ao ambiente. Pelo menos que o papel fosse reciclado.

Faltou-lhes aplicar as novas tendências de marketing.

Roberto Xavier

Que c’est triste Venise

Thursday, October 25th, 2007

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Que c’est triste Venise
Au temps des amours mortes
Que c’est triste Venise
Quand on ne s’aime plus
On cherche encore des mots
Mais l’ennui les emporte
On voudrais bien pleurer
Mais on ne le peut plus
Que c’est triste Venise (…)

Sugestão
Ouça Aznavour em:
http://www.malhanga.com/musicafrancesa/aznavour/venise.htm 

E outras (para quem gosta de música francesa, como eu):
http://www.malhanga.com/musicafrancesa/ 


Lília Bernardes