Archive for April, 2006

Exercer a cidadania é estar atento

Saturday, April 29th, 2006

A União Europeia pretende alterar o imposto automóvel, substituindo o imposto de matrícula por um imposto de circulação. O Governo português já se pronunciou contra esta medida (pudera!) Nos primeiros três meses do ano, o imposto automóvel rendeu ao Estado três milhões de euros por dia. Nada mau. O problema coloca-se em termos de retorno. Alguém explica onde foi aplicada essa verba? Conservação das estradas, na segurança rodoviária, na fiscalização das estruturas da pontes? 


Por outro lado, as Câmaras Municipais vão passar a receber uma parte do IRS pago pelos contribuintes e a ter a hipótese de prescindir de uma parcela desse montante em favor dos seus munícipes. 
Vamos aguardar. Espero dos autarcas a prestação pública das contas anuais da aplicação dessa verba. 

Lília Bernardes 

Deportação de portugueses do Canadá foi alvo de crítica na CBC

Friday, April 28th, 2006

Rick Mercer

O programa de entretenimento Rick Mercer Report, da cadeira televisiva CBC, emitiu no passado dia 11 de Abril um sketch satírico sobre a deportação dos portugueses do Canadá.
A prestação de Rick Mercer recai sobre a importância que os portugueses, enquanto cidadãos, têm na sociedade canadiana e critica as políticas de imigração do governo conservador do Canadá.

Vale a pena fazer download do ficheiro!

Por favor clique neste link para visualizar o vídeo portuguese_deportation.wmv

Fonte: http://www.cbc.ca/mercerreport/index.php

Roberto Xavier

Pobrezinhos como Deus quer

Thursday, April 27th, 2006

Hoje de manhã, perto da Assembleia Legislativa, vi um homem velho e triste a tentar vender umas botas de couro, usadas e gastas.  Precisava de uns euros para comer. A cena chocou-me. Apeteceu-me, juro, dizer ao senhor: “vá ali abaixo, sente-se à porta dos representantes do povo, e veja se algum deles usa o seu número». Não o fiz. Não lhe comprei as botas. Não lhe dei esmola. Não consegui abrir a boca. Envergonhada.
Comemorou-se Abril de 74 há dois dias. Trinta e dois anos depois, esta cena arrepia e provoca perguntas atrás de perguntas.  Já não é possível esconder que o sucesso do desenvolvimento bateu de frente no muro de betão. 

É urgente uma mudança no que toca às questões sociais. Não só na Madeira mas em todo o país.
Os últimos dados disponibilizados pelo Eurostat, revelam que a percentagem de pessoas com um rendimento inferior a 60% da média da população (risco de pobreza) é de 27%. Feitas as transferências sociais,  a população em risco de pobreza passa para 21%, sendo que esta correcção introduzida pelo Estado é das mais pequenas em todos os países da UE.
Mas o fado continua. Portugal é o país com maior desigualdade mesmo após a distribuição dessas ajudas, aliás, muito criticadas pelo centro-direita. A isto chama-se falar de barriga cheia. 
Neste comboio de pedintes, para além de Portugal, a Grécia, Itália, Espanha e Malta também não são exemplos a seguir. Resta-nos o pólo oposto e a consciência de que as desgraças não são colectivas, nem um destino traçado por uma mão invisível.

Nos países escandinavos, o mercado de trabalho é o responsável pela introdução de uma maior diferenciação de salários. Na Suécia a percentagem da população com um rendimento inferior a 60% da média é de 30% (o quarto mais alto da UE) - mas as transferências sociais fazem depois com que estas sociedades sejam das que registam uma maior igualdade entre os cidadãos. Após a intervenção estatal, o risco de pobreza na Suécia cai para 11% (o quarto mais baixo da UE).
No meio do “ranking” encontra-se o Reino Unido e a Irlanda que, apesar de registarem um contributo do Estado ligeiramente mais significativo, quase rivalizam com os países do sul da Europa em termos de desigualdade do rendimento.
Há mitos que merecem uma análise mais profunda.

Nota de rodapé.
SOMOS OS PRIMEIROS - Portugal ocupa, nos indicadores habitualmente utilizados para medir o fenómeno, o primeiro lugar em termos de desigualdade do rendimento. De acordo com o Eurostat, o rácio entre o rendimento dos 20% da população com um rendimento mais levado e o rendimento dos 20% mais pobres foi, em 2004 de 7,2 pontos, o valor mais alto da UE. A média dos 25 Estados-membros é de 4,8. A evolução deste indicador está directamente relacionada com a evolução da economia e do desemprego. O gabinete de estatísticas europeu também tentou recentemente medir os efeitos práticos sobre o consumo da pobreza. Portugal é o país da UE em que a população mais se vê privada de bens, como as férias fora de casa ou o automóvel.

De acordo com a fé cristã só os pobrezinhos irão entrar no reino dos Céus. 

Conclusão: no Céu fala-se, com certeza, Português. A nossa Diáspora é infinita.  

Lília Bernardes

A efervescência da extrema direita

Wednesday, April 26th, 2006

 skinheads

Segundo o Relatório de Segurança Interna de 2005, elaborado pelo SIS, os movimentos nacionalistas, tais como os skinheads e os neonazis, estão a ganhar cada vez mais apoiantes em Portugal.
A Frente Nacional é um grupo nacionalista que desfila na sociedade portuguesa sem qualquer pudor e que já se mistura com o Partido Nacional Renovador.
A irradiação de adeptos destes movimentos deve-se especialmente à divulgação de ideias nacionalistas na Internet, à sua presença nas claques de futebol, que originam distúrbios propositadamente, das acções de rua e de encontros encobertos. Ultimamente têm-se manifestado essencialmente contra a imigração, a possível entrada da Turquia na UE e a criminalidade associada a grupos étnicos.
Ainda o mesmo relatório, refere que o fortalecimento destes grupos nacionalistas poderá abalar a segurança interna de Portugal, através do incitamento à violência, mas não a sua democracia.

Será que a segurança interna não é um factor importante para a consolidação da democracia?

Numa altura em que se celebra mais um aniversário da liberdade, considero que não são admissíveis fundamentalismos que impeçam a autonomia de outros.
Na minha perspectiva os movimentos extremistas, que não têm o discernimento para viver numa sociedade democrática, constituem um risco sério a um estado de direito, ou seja, aos direitos fundamentais, que de maneira nenhuma podem ser colocados em causa. Logo, concordo que todas as acções extremistas deverão ser acompanhadas por quem de direito.

Roberto Xavier

Banca Rica

Tuesday, April 25th, 2006

No primeiro trimestre deste ano os lucros do Millennium BCP aumentaram 44 %, 198,5 milhões de euros.
A revelação foi feita pelo presidente desta instituição bancária, Paulo Teixeira Pinto.
Soube-se na mesma altura que o Banco se prepara para dispensar mais 500 funcionários do quadro.
Outro Banco que apresenta lucros notáveis é o BES.
No mesmo período os lucros do Espírito Santo foram da ordem dos 31%, 105,1 milhões de euros.
Estes proventos têm a ver com maior controlo de custo, melhorias do produto bancário e operações financeiras diversas. Lê-se nos relatórios.
Significam que este mercado funciona e dá lucros.
Significa, ou significava pelo menos nalguns casos a exploração desmesurada dos trabalhadores da Banca, alguns com mais obrigações que direitos, como por exemplo, trabalhar para além do horário sem direito a horas extraordinárias.
Roquelino Ornelas
Fonte: http://news.google.pt/

25 de Abril

Tuesday, April 25th, 2006

25 abril de 1974

“Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
 
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade Grândola,
vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira Grândola a
tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade”

Letra e Música de José Afonso

Roberto Xavier

Os filhos da madrugada.

Monday, April 24th, 2006

O Sindicato dos Professores da Madeira vai assinalar a passagem do 25 de Abril com um jantar e um debate sobre a «Geração do Meio». Ou seja, a faixa etária que oscila pela casa dos trinta anos. Discordo. Essa não é a «geração do meio». Não viveu a revolução em directo, é certo, nem, porventura, os encarregados de educação, incluindo a Escola, lhes explicaram o que aconteceu ao longo de 3 décadas. E o que antes se passou é para esquecer.
Afirmo, contra muitas opiniões que por aí pululam, que os actuais “trintões” não são vítimas de nada. Nasceram em democracia, vivem-na, usufruíram e usufruem, e bem, das oportunidades dessa mesma democracia. 

 A «geração do meio» - para não chamar «o queijo da sandes» - é outra. E nela incluo os adolescentes de 1974, a malta que andava, por essa altura, entre os 15 e os 18 anos. Foi romântico (pá) vir para a rua gritar Liberdade, cantar Sérgio Godinho, Zeca Afonso ou José Mário Branco, colar cartazes e pintar paredes, perder noites em comícios e apanhar com gás lacrimogéneo nos olhos, ouvir tiros ao longe e achar que seria óptimo tê-los por perto. A adrenalina era imensa. Em menos de 24 horas, saltaram do expressamente proibido para o totalmente permitido. Estariam preparados para o tratamento de choque? Não. Mas foi bom. Tudo muito lindo. Muito romântico. Mas quando o sistema estabilizou as preocupações eram outras e esqueceu-se dos miúdos dos sonhos. Já explico:

Quando surgiram os apoios dirigidos aos jovens, os tais pequenos de Abril já tinham soprado as velas dos 26-27 anos. Ou seja, tinham ultrapassado o limite imposto pela democracia para se candidatarem aos respectivos programas (dos 18 aos 25). E foram banidos. Ficaram entre paredes. Eis a verdadeira «geração do meio». Jovem demais em 74 e velha demais em 84.

Amanhã vou festejar a minha Revolução. Valeu a pena. Mas, tal como há 32 anos, contesto as leituras enviesadas da História.

Lília Bernardes

Sofrimento consequente do Katrina

Sunday, April 23rd, 2006

katrina

“Matt Rourke, Austin American-Statesman, “Dixon” At the intersection of I-10 and N. Causeway Blvd in Metairie Louisiana on Wednesday August 31, 2005 refugees from Hurricane Katrina wait for evacuation. As Shelia Dixon of Gentilly weeps she tells her tells her 18-month baby Emily Dixon regardless of what this looks like, this isn’t the end.Dixon and her family took their boat from their home to I-10 were the were evacuated by helicopter. The boat was left behind for other to use.”

Fonte: http://www.photojournalism.org/2005/Contest/singles/source/katrina-3.htm 


Roberto Xavier

Ele continua vivo…

Sunday, April 23rd, 2006

Segundo o “Publico online”, Osama bin Laden afirmou numa gravação divulgada hoje pela cadeia de televisão Al-Jazira, que o corte dos fundos atribuídos ao governo palestiniano do Hamas prova que os Estados Unidos e a Europa estão em guerra contra o Islão. Na gravação atribuída ao líder da al-Qaeda é ainda dito que o Ocidente apoia aquilo a que chamou de “cruzada sionista contra os muçulmanos”. “O bloqueio que o Ocidente está a impor ao governo do Hamas prova que há uma guerra de cruzadas sionistas contra o Islão”, ouve-se na gravação. Desde o dia 19 de Janeiro que não era tornada pública nenhuma gravação de Osama bin Laden, que está em paradeiro desconhecido desde os ataques de 11 de Setembro. Das três uma: ou o Osama é um papagaio falante que continua a viver encurralado sabe-se lá onde, ameçando mas incapaz de fazer mais do que isso (pelo menos até ver…), ou trata-se de um embuste e dificilmente as “secretas” ocidentais neutralizarão este mecanismo de propaganda da Al Qaeda ou essa inteligência rara que dá pelo nome de Bush, continuará a ter um pesadelo até deixar a Casa Branca. 

LFM

Anedota 2

Sunday, April 23rd, 2006

Um homem entra num restaurante com uma avestruz atrás dele. A empregada pergunta o que querem. O homem pede: - Um hambúrguer, batatas fritas e uma coca. 

E vira-se para a avestruz: - E você, o que vai querer? 

- Eu quero o mesmo, responde a avestruz. Um tempo depois a empregada traz o pedido e a conta no valor de 30 euros. O homem coloca a mão no bolso e tira o valor exacto para pagar a conta. No dia seguinte o homem e a avestruz retornam e o homem diz: 

- Um hambúrguer, batatas fritas e uma coca. E vira-se para a avestruz: 

- E você, o que vai querer? - Eu quero o mesmo, responde a avestruz. 

De novo o homem coloca a mão no bolso e tira o valor exacto para pagar a conta. Isto se torna uma rotina até que um dia a empregada pergunta: - Vão querer o mesmo? 

- Não, hoje é sexta e eu quero um filete à francesa com salada, diz o homem. - Eu quero o mesmo, diz a avestruz. 

Após trazer o pedido, a empregada trás a conta e diz: - Hoje são 90 euros. 

O homem coloca a mão no bolso e tira o valor exacto para pagar a conta, colocando em cima da mesa. A empregada não controla a sua curiosidade e pergunta: - Desculpe, senhor, mas como o senhor faz para ter sempre o valor exacto a ser pago? 

E o homem responde: - Há alguns anos atrás eu achei uma lâmpada velha e quando a esfregava, para limpar, apareceu um génio e me ofereceu 2 desejos. Meu 1º desejo foi que eu tivesse sempre no bolso o dinheiro que precisasse para pagar o que eu quisesse. 

- Que ideia brilhante! – disse a empregada. A maioria das pessoas deseja ter um grande valor em mãos ou algo assim, mas o senhor vai ser tão rico quanto quiser, enquanto viver! - É verdade, tanto faz se eu for pagar um litro de leite ou um Mercedes, tenho sempre o valor necessário no bolso, respondeu o homem. 

E a empregada perguntou: - Agora, o senhor pode me explicar a avestruz? 

O homem faz uma pausa, suspira e responde: 

- O génio era um bandalho. O meu segundo desejo foi ter como companhia alguém com um rabo grande, com as pernas compridas e que concordasse comigo em tudo.