Archive for October, 2006

“Hospital investiga suposta agressão a utente “

Sunday, October 29th, 2006

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Hospital investiga suposta agressão a utente’ – este é um dos títulos da edição de 29/10/2006 do Diário de NotíciasUma cidadã dirigiu-se ao Hospital Central do Funchal (HCF) para ser assistida, mas, supostamente, não só não ficou com o seu problema solucionado bem como levou umas dores extra do hospital (do tipo ‘pague uma e leve duas’). Alegadamente a enfermeira que a recebeu não estimou um comentário e agrediu-a.

Apesar deste caso estar em fase de inquérito interno, imaginemos que é verdade. Qualquer um de nós tem de lidar com várias pessoas diariamente e, por vezes, a nossa disposição não é a melhor e o caminho da violência parece-nos o mais fácil. Contudo, enquanto seres racionais e sociais sabemos quando accionar o travão.
Não há qualquer desculpa para este tipo de atitude. Imaginem o regabofe que seria andarmos à pancada sempre que nos desse na cabeça.

Nos próximos dias espero partilhar convosco outro caso insólito que se passou no HCF.

Roberto Xavier

“Deveria ser proibido votar”

Thursday, October 26th, 2006

“Deveria ser proibido votar” dizia um artista de rua, brasileiro, entrevistado pelo enviado especial da RTP, à segunda volta das eleições brasileiras. Era dito com desalento simulado e fastio expresso.

No contexto era mais um depoimento num chorrilho onde aparecia quem gostava de Lula, apesar de tudo e quem preferia o outro, Geraldo Alckmin, aquele em quem vão votar  bem pensantes e enganados.

Lula deu o que tinha a dar. Deixou de ser dos pobres para ser dos banqueiros. É o que dá mexer no pote do mel. Ninguém se safa, ficam todos com fama de lamber o dedo.

Roquelino Ornelas

Diga-se a verdade sobre as Contas da Madeira

Thursday, October 26th, 2006

O discurso dos “colaboracionistas” já não pega. Entendo que queiram atirar nuvens de pó para os olhos da opinião pública mas é incorrecto distorcer a verdade.

Não há madeirense, julgo, que não sinta desconforto com a actual situação apesar de tentarem passar a imagem da «vingança». Ninguém quer ver a Madeira em sarrafos. Por uma razão. Seriam sempre os tristes dos mal pagos e dependentes a pagarem as facturas da incompetência.

O silêncio dos empresários, dos grupos económicos, dos que até agora se encheram à conta do erário público, é um indicador suficientemente esclarecedor. E desses, o dr. Alberto João Jardim não fala. Porquê?

Poderia dizer, por exemplo, que essa ausência de palavras se deve aos negócios em curso no Continente e nos Açores. Gostaria de saber se o grupo Pestana, por exemplo, teria a internacionalização que tem caso não detivesse a maioria do Centro Internacional de Negócios, o tal que «empolou» o PIB?

A história não coincide entre o que se disse e o que se constata. A miragem saíu cara. Não vale a pena arranjar bodes expiatórios.

A lei de Finanças das Regiões Autónomas pode sofrer de inconstitucionalidades, a postura do Primeiro Ministro e do Ministro das Finanças pode ser analisada como o esticar da corda até ao máximo, a postura do lider açoriano um caso de vaidade incontrolável, mas, no fundo, é melhor não adjectivar ninguém não vá a memória citar frases que, no momento, não interessam reavivar.

Concluindo, ficam as perguntas.

Somos ricos ou somos pobres? As transferências do Estado que há uns anos «não representavam nada» são necessárias ou não? A Madeira é «autosustentável» ou este termo usado e abusado não era mais do que publicidade a uma «rent-a-car» por inaugurar?

Neste momento, exige-se clareza. Esta é a última oportunidade para o regime jardinista voltar a ganhar credibilidade (pode substituir  governo jardinista por PSD/M). E credibilidade não é só «obra feita». Os eleitores acreditaram por isso deram maiorias absolutas umas atrás das outras. Ao contrário do que a oposição diz, não acredito que esse votos fossem unicamente resposta ao cimento. Por isso, dr. Jardim quanto mais rápido explicar…melhor.

Lília Bernardes

 

 

Floribella é rapaz e…travesti

Saturday, October 21st, 2006

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Se eu fosse guionista do melodrama que tem colocado pequenos e grandes (incluindo estrelas da SIC) a vestirem-se aos folhos e rendas, fruto do merchandising da Estação, alterava o rumo da história. Como?

Um dia de manhã as criancinhas e os pais deste país íam ter uma surpresa. O meu teste era rápido. Gostava de saber como é que os educadores e educandos reagiam ao transformismo, substituindo as lágrimas piegas que inundam este Portugal por um rapazinho que só ao fim de não sei quantos anos, descobriria que, afinal, não era menina mas menino.

Quando a minha filha andava pelos 7 anos, as barbies ocupavam as prateleiras das lojas de brinquedos, louras platinadas como as “tias”, em patins, com carro descapotável, vestidos de marca, fazendo par com o amigo Ken (o chulo, presumo)

Bastou perguntar-lhe: sabes qual é a profissão da boneca? Onde é que ela vai buscar dinheiro para tanto luxo e tanta operação plástica uma vez que a barbie é mais velha do que a tua mãe? È óbvio que alguém a sustenta a troco de favores pessoais. Ou então é posta a render numa “private dance” ou «table dance».

Não foi bem assim que expliquei mas foi quase. Apelidei-a de «BARBIE TONTA»  até que alguém da família achou que não oferecer o símbolo da vida fácil (todas as amigas possuíam colecções) seria, para alguns dos efeitos, uma espécie de má mãe. Mesmo assim, consegui que aquele manequim de plástico do tamanho de uns saltos de verniz vermelho ficasse com o nome manchado, colado ao adjectivo «tonta», «tontinha» e «inútil».

A opinião geral é que eu era uma desmancha prazeres do universo infantil. É verdade. Desde a crueldade de uma «menina dos fósforos» passando pelo princípe com orelhas de burro e terminando na sereiazinha que por amor andou a vida a sacrificar os pés com dores horrorosas - mas sempre calada - para depois levar docemente com os pés do princípe e regressar ao mar,  que me irritam alguns dos autores e criadores de certas histórias intoxicantes e doentiamente moralizadoras.

Por tudo isto, a Floribella é rapaz e quem vai descobrir é o patrão. Nesse dia ele/ela vira travesti e vai abanar as florinhas para o Príncipe Real.

Lília Bernardes 

  

São quentes e biológicas

Tuesday, October 17th, 2006

castanhas biologicas

Este ano, pelo “Pão por Deus” vamos ter castanhas biológicas.
A primeira produção de castanhas biológicas do Curral das Freiras, sai do ouriço este ano. O projecto foi lançado há cinco e a ele aderiram 19 agricultores.
Receberam fundos e apoio técnico e, escusado será dizer que têm clientes garantidos.
Este é mais um caso, na onda do que se faz em todo o mundo.
A agricultura biológica recebe cada vez mais adeptos.
É de bom tom a exploração sustentável das terras, mesmo quando como no nosso caso tudo se conjuga para configurar o cumprimento de uma pena. Agricultar já é uma aventura na Madeira. Muito mais se apenas contarmos com a natureza.  
Nada de sintéticos. Tudo pelo natural, como faziam os nossos avós e no meu caso é quase literal. Digo quase porque sempre vi aplicar-se enxofre na vinha e guano nas bananeiras. E, se o guano é excremento de aves da América do Sul, já não se pode dizer o mesmo do pozinho amarelo vivo. Um potentado quimico que, dizem, se entranha até na alma.
Em vésperas de entrar no mês das castanhas, quando o tempo dá sinais de mudança brusca, nada como pensar em soluções internas de regresso à terra, à horta dos antepassados.
Ah! Mas não se esqueçam. Sendo que durante este tempo todo, andámos a esquecer esses vínculos, podemos sempre pedir esclarecimentos através da Internet. Boas Colheitas. A bem da nossa saúde.

sugestão: http://www.agrobio.pt

Roquelino Ornelas

O despertar da China

Friday, October 6th, 2006

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Frederico Rampini, jornalista desde 1979, correspondente em Pequim do Jornal italiano “ La República” é o autor desta obra, referenciada como best seller mundial. É dos bons livros que li nos últimos tempos, pelo conteúdo e pela forma como é oferecido. 

O autor está convencido que o próximo século é chinês tal como o anterior foi o século da América.  Á medida que avançamos nas páginas vamos percebendo melhor as razões desta inimaginável revolução. Ficamos a par das melodias que embalam este despertar chinês e conhece-se melhor os contornos da conversão no terreno da máxima maiosta para a reforma feita há pouco mais de duas décadas: um País dois sistemas. 

Rampini condensou um conjunto de crónicas, eventualmente textos que enviou para o seu jornal. Acrescentou. Recompôs e deu esta peça magnífica. Mais não digo para não tirar a piada. 

Roquelino Ornelas

“Também tu…” Lula !

Sunday, October 1st, 2006

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Lula da Silva, não esteve presente no debate da TV – Globo  de quinta-feira passada, envolvendo os candidatos à Presidência do Brasil.
Lula, a esperança de milhões de brasileiros, o povão, como dizem, é o actual Presidente e as sondagens apontam-no como favorito nas eleições de hoje.
Os fumos de corrupção que lhe incensam o final deste mandato não embaciam no entanto as esperanças de continuar a chefiar este grande País que é o Brasil.
Mas a  recusa do Presidente-candidato caiu mal.
Os jornais não o pouparam.
Os cientistas políticos ouvidos em tudo o que é órgão de comunicação social condenaram-no com teses e tudo.
Não obstante, pode concluir-se, e esta é outra tese, que os debates são “frescura” de anglo-saxónico. Latino que se preze não vai a debates. Está Presidente e, pronto!
Claro que assim de repente nos lembramos de grandes debates em eleições americanas e ainda, do histórico frente a frente entre Friederik de Klerk e Nelson Mandela, em 1994.
Coisa bonita de ver e, obviamente, não era pelos intervenientes falarem inglês.

Roquelino Ornelas