Archive for April, 2007

Festa da Cebola

Friday, April 27th, 2007

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Sou nado e criado na terra das cebolas. Não é nada de extraordinário é claro, mas tenho muitas memórias e marcas deixadas pelo impacto dessa produção na vida das pessoas desta terra. Era uma das principais produções agrícolas. Para consumo doméstico, local, regional e para embarque.
Só há dias soube que afinal, muito antes de chegarem hordas de madeirenses à Venezuela, já este produto, do Caniço, desaguava em La Guaira e na Guiana. Quando me diziam em pequeno que as caixas de madeira e sacas vermelhas de cebola iam para fora… era para aí.
“Fora” eram esses destinos.
Hoje, no lugar de alguns “poios de çabola” grelam “tê-uns” e  “casinhas em banda”. Mesmo assim, contrariando palpites pessimistas de extinção, continua a produzir-se muita cebola. Boa e de qualidade única. Os agricultores querem agora a certificação e pode ser que seja desta.
Está a correr mais um Programa da Festa da Cebola, antecipada “por causa do tempo”. Ou seja, como houve muito sol nas moleirinhas das cebolas elas desenvolveram-se um bocadinho mais cedo. Mas isso não interessa para o caso. Não interessa porque a cebola cá da terra é coisa fina, para acompanhamentos e saladas. Não entra em qualquer refogado.
A festa da cebola vai na sua décima edição.
1O anos não é muito tempo mas é suficiente para merecer a expressão de um aplauso a quem teve a ideia de colocar este produto local na agenda das festas regionais. Esse  aplauso vai pois para o Alberto Ornelas e para o seu Grupo Musical dos Reis Magos.
O outro aplauso vai para essa malta que faz questão de manter verdinhas as hortas de cebola. Sem eles a festa era de outra coisa qualquer.
E já agora uma explicaçaõzita; escrevi sobre isto, porque sim e também para empurrar os posts dos meus colegas que coitaditos, como são da cidade não têm memórias verdejantes e acham que a pimbalhada da campanha vale alguma coisa…

Roquelino Ornelas

Mas há música boa

Friday, April 27th, 2007

 

O duelo faz-se na música ligeira

Thursday, April 26th, 2007

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Já se diz por aí que a competição nestas eleições regionais é a mais feroz de todas. O povo está indeciso, já não sabe o que dizer nem para onde se virar. A indecisão faz que tenham de optar. Ou Tony Carreira ou Anjos.

O voto divide-se entre o campónio que uma vez partiu apenas com uma mala de cartão para a França e voltou famoso ou então os irmãos mais famosos da margem sul. Aqui persiste a divisão de opiniões, que faz com que o suspense se mantenha até o final da maratona.

Também soube que estes artistas conseguem reunir o maior número de cabeleireiras e manicures por metro quadrado. Interessante!

Faço um apelo aos empresários madeirenses para que deixem de financiar excursões para 500 pessoas a Santana e que passem a contratar os Tonys Carreiras e os Anjos. Salvo seja!

Roberto Xavier

BBC “on demand”

Monday, April 23rd, 2007

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A BBC acaba de anunciar que vai disponibilizar no seu site da internet, conteúdos  em vídeo e audio, bem como guiões e notas. É a sociedade de informação em marcha. Tudo isto à distância de um clique e com a possibilidade de qualquer um de nós poder fazer descarga desses conteúdos ou documentos. É uma medida inteligente.
A BBC é uma instituição sinónimo de qualidade com um prestigio construido ao longo de décadas. Não é por acaso que se costumava dizer; “a BCC fala e o mundo acredita”.
Está mesmo em marcha uma grande revolução no audiovisual. Já se fazem estações de televisão para a net, sites interactivos e agora é a vez de crescer a chamada televisão com serviço on demand. Isto é, cada um vê o que quer à hora que quer e, mais, pode sugerir e produzir conteúdos…
Dá vontade de rir ver tudo isto quando ainda há bem pouco tempo, as estações de televisão eram, tantas vezes, objecto de controlo declarado ou camuflado em função de projectos políticos ou meramente económicos.
Continuarão a ser alguma coisa disto. Mas, nada será como dantes!

Roquelino Ornelas

Cartazes sem piada e fait-divers de gosto duvidoso

Wednesday, April 18th, 2007

Não percebo por que razão as campanhas eleitorais têm de ser cinzentas, irritantes no discurso, sem uma ponta de criatividade que transforme um acto sério, num acto ainda mais sério.

Quando vou na rua e olho para os cartazes espalhados pela cidade, assusto-me. Começando pelo PSD, o dr. Jardim parece um velho polícia sinaleiro em dia de folga que, apesar da folga, não consegue deixar de ordenar o trânsito.

O CDS/PP é aquilo. Mistura slogans contra Sócrates com “bocas” (só bocas) ao PSD Madeira.

O Bloco de Esquerda, peço desculpa, mas aquilo não se faz. Só falta colocarem por baixo das fotografias, «Procuram-se!»

A CDU está, por outro lado, mais sofisticada mas não deixa de usar um figurino já gasto. Ali todos alinhados com um dos candidatos mais à frente (Egdar Silva) e a brilhantina (gel, digamos) do veterano Leonel Nunes.

O PS faz de Jacinto Serrão a imagem de marca. Mas estamos preparados? Só agora? 30 anos é muito tempo. Os cursos tiram-se em 4 ou 5, isto para não falar do processo de Bolonha que reduz a coisa para 3.

Vamos, agora, à parte mais cómica.

Há dias, na inauguração da sede do PSD na rua do Aljube um  homem alto vestido de preto com piercings fazia barreira ao palco onde Jardim falava ao povo. A minha ignorância obrigou-me a obter informação imediata. Voltei-me e perguntei ao dr. Jaime Filipe Ramos (Jaiminho como é conhecido entre os seus pares) quem era aquela pessoa tão fervorosamente social-democrata.

Resposta: Chama-se Jaimão.

Havia tanta gente ali por perto para matar a minha curiosidade…. mas adiante. Apesar de ninguém acreditar, foi coincidência. Juro. Mais nada.

Terminada a intervenção do candidato Jardim, eis que Jaimão, cantor (sim ele é cantor), se aproxima do presidente demissionário, abraça-o fortemente, oferece-lhe um cd, último trabalho do Jaimão, mais um utensílio deveras necessário para qualquer secretária que se preze. Uma placa sobre a qual um rapazinho deitado de rabo para o ar, ao léu, deixava um espaço redondo, bem visível onde as calças não estavam, para alguém enfiar a esferográfica. Jardim ficou ruborizado. Não sabia o que fazer, pudera. Passou, de imediato o objecto, oferta que não vinha embrulhada, para as mãos do seu adjunto Machado. 

A isto chama-se efeitos colaterais das campanhas eleitorais.

Lília Bernardes

   

Mais um massacre nos EUA ou terrorismo legalizado?

Monday, April 16th, 2007

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O tiroteio que ocorreu hoje na Universidade Tecnológica de Virgínia fez mais vítimas que um dos principais casos ocorridos nos Estado Unidos - o massacre de Columbine (20 Abril 1999, em Littleton, no Colorado). No tiroteio de hoje, 21 pessoas morreram e outras 21 ficaram feridas. Estes foram os primeiros números avançados. Mas, de acordo com a última notícia da Antena 1, o número de mortos será superior. Hoje um homem abriu fogo num dormitório e numa sala da Universidade Tecnológica de Virgínia, informou a polícia. O massacre teve início num dormitório que abriga 895 pessoas num extremo do campus de 1.052 hectares, e continuou por cerca de duas horas terminando no Salão Norris, um prédio da engenharia. “Hoje a universidade foi abalada por uma tragédia que consideramos de proporções monumentais”, afirmou o presidente da universidade, Charles Steger.

Bush já veio apresentar condolências. A venda de armas nos EUA é o espelho de uma cultura perdida cujo modelo tenta impôr-se no resto do mundo. Um país onde é possível comprar 80 armas de uma só vez. Será que isto não é terrorismo legalizado?

Lília Bernardes

Crónica corajosa

Friday, April 13th, 2007

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Na Visão desta semana António Lobo Antunes, na sua crónica habitual, partilha uma experiência menos boa da sua vida. O homem do semblante carregado parece ter-se nivelado ao pior medo dos mortais.

Sem querer desvalorizar a situação e tirar o mérito às pessoas que infelizmente têm de passar por estas situações complicadas, o destaque da “crónica corajosa” e os agradecimentos aos médicos e afins fazem-me lembrar os agradecimentos que as misses fazem aos pais e demais família “embarcada”.

Tentemos valorizar as pessoas e a vida todos os dias!

Roberto Xavier

Não te aproveites do mal do teu vizinho que o teu vem a caminho

Saturday, April 7th, 2007

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O mercado já mexe. Enquanto a Universidade Independente afunda-se lentamente a concorrência não perdeu tempo e anda já à “pesca” de alunos desta universidade.

Algumas universidades privadas, como por exemplo a Lusíada que até já colocou anúncio na imprensa, irão abrir uma época especial de transferências, com o intuito de apenas de se aproveitarem dos alunos desnorteados da UnI. É bonito este acto paternalista com os alunos e de solidariedade com a Independente.

Será exagerado dizer que estamos perante oportunistas?

Pelos vistos vendem-se licenciaturas como pãezinhos quentes.

Roberto Xavier

Sexta-feira Grande

Friday, April 6th, 2007

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Querido Diário:

Foi enorme, esta sexta-feira grande ou sexta-feira santa.
Chuva fria, céu de chumbo, a morte e a paixão de Cristo – um recolhimento obrigatório só comparável aos tempos da minha infância onde este dia era de luto, contrição, inhames ou jejuns. Um dia pavoroso.  
As televisões dão conta da memória da quadra e das notícias que não há. Estou para ver de hoje a um mês, 6 de Maio, por esta hora.
Até lá espero por um amanhã que cante, porque é sábado de aleluia!

Roquelino Ornelas

Carpas agonizam frente à Quinta Vigia

Tuesday, April 3rd, 2007

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Este é que era um título de jornal. A história do Parque de Santa Catarina é muito mais do que se julga. Atentado ambiental? Não. A lagoa é artificial. Portanto, tudo o que lá entra passa a ser artificial. Peixes e Patos. Será que alguém pensava que os ditos eram de plástico daqueles que se colocam na banheira dos putos, alguns deles com possibilidades de dar à corda? Pois. Mas a cena é deprimente. Eu sei que o local já foi cemitério mas, assim, estilo massacre dos curdos….é demais. Ainda por cima no terreno anexo à presidência do governo regional demissionário, peixes pequenos e graúdos de boca aberta a pedir água ao Senhor e patos (bravos?) a pastar na lama, a pouco mais de um mês de eleições legislativas antecipadas. Vão à bruxa. Só pode ter sido a mando do Eng. Sócrates que esvaziaram o poço. Já não bastava a Lei das Finanças regionais.

Lília Bernardes