Archive for May, 2007

Calaram a RCTV ….”Que vaina”

Monday, May 28th, 2007

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Estudantes e jornalistas venezuelanos estão nas ruas de Caracas, em protesto pelo encerramento da RCTV, o canal privado de televisão mais antigo da Venezuela. Hugo Chavez não gostava deste canal e vai daí  não lhe renovou a licença que acabava ontem à meia-noite. Em seu lugar aparece agora uma outra estação pública mais ao gosto deste “comandante” do socialismo do seculo XXI.
A seguir é quase certo que será encerrado o Globovision, outro canal pouco macio para o governo de Chavez.
O que se passa agora não é propriamente novidade. Em 1976, Andres Perez, suspendeu as emissões deste canal por ter difundido noticias “falsas e tendenciosas “.
Em 1980, 81 e 84, outro Presidente, Luis Herrera Campins, anulou o sinal, advertiu e pressionou de várias formas este canal, ora porque dava conta de actos “pouco edificiantes” da sociedade, ora porque se referiam de forma pouco digna ao Presidente da República e à esposa.
Chavez entra em cena, explícitamente, no final do ano passado numa manifestação em Caracas e anunciou que não revogaria a licença.
Este candidado a Comandante eterno não gostara do que ouvira no canal, durante os  golpes e contra-golpes da sua revolução bolivariana. Homem de acção, pragmático, destemido -  resolveu liminarmente. 
Dir-se-á, ou dir-se-ia: isto acontece na América Latina.
Sim é verdade. Mas, atenção! por acaso acontece num País onde as pessoas não têm medo de exercer a sua cidadania e vêm para a rua protestar. Neste momento vejo ruas de Caracas apinhadas de gente que pede a RCTV e quer liberdade de expressão. Esta gente veio sem medo, apesar de ontem ter apanhado com cargas policiais desproporcionadas.
Com as barbas do vizinho a arder convém pôr as nossas de molho.
Pelo que já vi ao longo dos anos e pelo que vejo agora, coisas destas só não acontecem aqui por acaso. Ou será porque estamos na Europa ?
No essencial trata-se de atentados à liberdade de expressão. Neste campo não falta engenho e arte. Porque há várias maneiras de matar pulgas.

Roquelino Ornelas

USS Mount Whitney no Funchal

Sunday, May 27th, 2007

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Madeira em fax

Thursday, May 24th, 2007

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Há um título do velho semanário Independente “Cá se fax, cá se paga”, relacionado com o caso Melancia e a história de Macau (já ninguém se lembra) mas que, por outras razões, se pode aplicar à região autónoma.

Não é possível que os departamentos do governo regional, associações, sindicatos, e outras instituições, continuem a enviar informação aos média por fax quando poderiam utilizar o endereço electrónico dos respectivos orgãos de comunicação social (ou será que não estão preparados? Sabem o que é uma mail list?). Quando se fala em tanto conhecimento e novas tecnologias, não é admissível chegarmos a 2007 com este gastar de papel e “tonner” completamente inúteis para quem envia e para quem recebe.

Neste pacote de custos desnecessários de tinta e folhas A4 - a não ser que alguém ganhe com isso -  ressalvo os serviços da Assembleia Legislativa, a única que adoptou, há algum tempo, a “web” como meio de comunicação.

Espero que Filipe Malheiro (FM), responsável por este exemplo positivo, sensibilize os senhores do governo que vão tomar posse a 19 de Junho. Já que não há mudanças - o tal governo político que FM considerava necessário para os tempos que se avizinham e que não vingou -, pelo menos, adoptem as novas tecnologias. Caso contrário, manter-se-á um executivo de info-excluídos. Um indicador muito estranho do desenvolvimento regional.

Lília Bernardes

Gerador de Nome de Pobre

Wednesday, May 23rd, 2007

“Você já deve ter percebido que pobre e pseudo-intelectualíticos da Rede Globo AMAM nomear seus filhos com os mais stranhos nomes do universo. Não importa o quão grotesca seja a combinação de letras do alfabeto, é regra que o nome contenha no mínimo uma dezena de Y, W, H e K… uma combinação de dois “L” também é sempre bem-vinda.

Preocupada com a crescente demanda, por parte dos nossos usuários, de zoeiras referentes aos nomes de pessoas de intelecto duvidoso, disponibilizo esta ferramenta para que vc também tenha seu nome cheio de Y e W. Selecione as opções abaixo e ganhe um nome só pra vc, personalizadíssimo!”

http://www.morroida.com.br/nome-de-pobre

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Roberto Xavier

Jovem, tira a vestimenta do mofo e vem para a TAP

Tuesday, May 22nd, 2007

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Há uns dias recebi um email alertando-me para um pormenor do seu conteúdo. Não pude de deixar de partilhá-lo.
Passo a explicar melhor: é um email enviado pela TAP a combinar os detalhes na sequência de uma candidatura para assistente de bordo. Não deixem de reparar na nota final.

“Exmo(a). Senhor(a),
Na sequência do concurso publicado nos órgãos de Comunicação Social e mediante o preenchimento da sua candidatura pelo nosso site da internet, a fim de formalizarmos o seu processo, vimos por este meio informar que deverão se apresentar no dia
20 de Abril 2007 das 9h30 às 12h30, nos edifícios da TAP em Lisboa (junto às chegadas do aeroporto) nomeadamente no 25, 7º andar sala 30, deverá se acompanhar com todas as fotocópias e originais dos seus documentos, conforme mencionado no anúncio. (caso preencham todos os requisitos exigidos).(…)

TAP SERVIÇOS
Área de Recrutamento e Contratação

Solicita-se: Caso more fora do distrito de Lisboa favor apresentar-se da seguinte forma : masculino - fato e gravata, feminino – saia, sapatos e meias cor da pele.

Agora eu pergunto:

Se os pacóvios que moram fora do distrito de Lisboa não tiverem “meias da cor da pele” o que vão fazer das suas vidas?

Roberto Xavier

Sugestão dos internautas para novo site da DGCI

Tuesday, May 22nd, 2007

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http://www.netdisaster.com/go.php?mode=cow&url=http://www.e-financas.gov.pt

“Aldeia Global” mas só para alguns

Thursday, May 17th, 2007

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Nos últimos tempos tenho reparado que muitas empresas internacionais que têm um site de comércio electrónico colocam restrições na entrega dos seus produtos.
Como ilhéu constatei que o slogan “à distância de um click” nem sempre se aplica.
Vários sites internacionais de e-commerce referem nas suas condições de venda para Portugal o seguinte: “Não fazemos entregas nas ilhas”
Afinal, o nosso isolamento não passa apenas pela geografia. Outras questões e interesses se levantam.

E não é por falta de vendas, porque essas existem. Só nos resta ficar a olhar para o “palácio”.

Na minha opinião a entidade responsável por regular o comércio em Portugal deveria obrigar às empresas, que pretendem laborar em Portugal, que o seu âmbito de actuação abrangesse todo o território português (incluindo ilhas). Sim, porque nós também somos portugueses.

Roberto Xavier

Feira do Livro

Monday, May 14th, 2007

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Um aplauso, merecido, para o formato da edição deste ano da Feira do Livro.
A Avenida Arriaga estava linda este fim de semana. Tinha ar de festa e qualquer coisa de “rambla”.
Por razões que não apurei parece, no entanto, que o ar de festa não corresponde a boas folhas de caixa por parte de alguns expositores.
É uma pena.
Já agora e porque não há bela sem senão aqui vai o meu reparo.
Acho que é mesmo só meu, [até hoje não encontrei vivalma que partilhe da minha opinião]. Aqueles pavilhões, não são os melhores para este tipo de feira. Não permitem acesso voluntário a todos os livros expostos. Não é possível cirandar por entre os livros, descobrir, mirar, apalpar, cheirar e então, comprar. Nalguns expositores há uma selecção em cima do pequeno balcão. Noutros, estão na estante. Distante. Abeirei-me de algumas como noutros tempos me abeirava do balcão da mercearia. Um dos objectivos da Feira é captar novos públicos e para mim, novos, são sobretudo os mais novos e esses não chegam aos livros.
Outro reparo. Por detrás dos pavilhões há uma colecção de cartazes, muito bonitos com informação sobre vários escritores portugueses. Uma boa ideia que se perde completamente. E, é pena. Porque a Feira é mesmo uma Festa e a Placa fica mais bonita.

Roquelino Ornelas

If

Friday, May 11th, 2007
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If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you;
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too;
If you can wait and not be tired by waiting,
Or, being lied about, don’t deal in lies,
Or, being hated, don’t give way to hating,
And yet don’t look too good, nor talk too wise;
 
If you can dream - and not make dreams your master;
If you can think - and not make thoughts your aim;
If you can meet with triumph and disaster
And treat those two imposters just the same;
If you can bear to hear the truth you’ve spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to broken,
And stoop and build ‘em up with wornout tools;
 
If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breath a word about your loss;

If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: “Hold on”;
 
If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with kings - nor lose the common touch;
If neither foes nor loving friends can hurt you;
If all men count with you, but none too much;

If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds’ worth of distance run -
Yours is the Earth and everything that’s in it,
And - which is more - you’ll be a Man my son!

Rudyard Kipling

Alterações climáticas

Friday, May 4th, 2007

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São claramente suportáveis os custos de redução de emissão de gases que provocam o sobreaquecimento do planeta.
Esta é uma das principais conclusões da reunião de Banguecoque do painel intergovernamental criado pelas nações unidas para esta questão específica e que reuniu cerca de 400 delegados de todo o mundo.
O relatório final desta reunião que durou uma semana vai servir de orientação para os decisores políticos. São em grande parte estudos e soluções para resolver este problema fundamental.
Os peritos acreditam que as novas tecnologias vão ajudar na resolução do problema.
O relatório de Banguecoque é bem aceite até pelas potencias emergentes, China e India, acusadas de serem grandes poluidoras.
Em bom rigor também não há grande escapatória - a natureza vai dando uma ajuda de vez em quando, ou seja, vai mostrando que não é teoria isso das alterações climáticas.

R.O.