Archive for September, 2007

Os 5 euros dos anos 70

Sunday, September 30th, 2007

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A crise originada pela mudança de moeda para euros em 2002, que toda a gente se queixa, afinal parece não ser bem verdade. 
No episódio de hoje da série “Conta-me como foi” da RTP1, trabalho histórico e feito com todos os pormenores e adereços, descobri que os euros afinal são muito mais antigos do que se pensa.
António Lopes, interpretado por Miguel Guilherme, aflito diz ao Fánan (João Maria Pinto) que perdeu 5 euros e o último diz para ele não fazer tanta confusão por causa de 5 euros (?).

É o que reza a história!

Roberto Xavier

Soares - de fixe a adivinho

Sunday, September 30th, 2007

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Foi uma desgraça que aconteceu ao partido, diz Mário Soares, a propósito da eleição de Luis Filipe Menezes, nas directas do PSD, realizadas sexta-feira.
Já passaram dois dias e ninguém cortou os pulsos, nem sequer o eleito - esse é mais dado ao choro. Quando a coisa apertar, e vai, ele vai chorar.
É nas dificuldades que se apuram os líderes, os verdadeiros.
Claro que o Dr. Mário Soares sabe disto e claro que não é inocente este alarde à volta da desgraça laranja. 
Por acaso eu acho que o PSD ainda ficou piorzito e que é verdade, o Dr. Soares tem razão, os bons governos precisam de boas oposições, mas são os bons governos. Qualquer governo de maioria absoluta em Portugal, é absolutamente fantástico tout court.
Ah e já me “divirto” com o espectáculo de roda viva de lambe botas que começaram a girar à volta do Sr. Dr. Menezes.

Roquelino Ornelas

Yes, Mr. Menezes?

Saturday, September 29th, 2007

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Marques Mendes venceu as directas na Madeira mas perdeu a liderança. Dos resultados, o mais surpreendente é que Filipe Menezes não conquistou o Funchal por uma diferença de 64 votos (Marques Mendes-289; L.F.Menezes- 225 ). E não veio ao Chão da Lagoa.

Porque será?

Lilia Bernardes

Sai um brinde!

Saturday, September 29th, 2007

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Como todos os dias, hoje dirigi-me ao quiosque para comprar os jornais, entre eles o Diário de Notícias da Madeira.
Numa ligeira apalpação a este jornal apercebi-me que havia na edição de hoje algo de diferente e pensei: “Ena pá! Hoje vem brinde, deve ser uma obra literária erudita ou um DVD fantástico”. Porém, decidi guardar a surpresa até casa para presentear-me calmamente. A cada quilometro percorrido entre o quiosque e casa, a expectactiva aumentava.
Chegado a casa, dirigi-me sem hesitação ao DN e para minha grande decepção o tal “algo de diferente” era um livro com o título “Guia Autárquico 2007″(?).
Alguém sabe explicar o que é isto? Quem é o autor?

Roberto Xavier

Afinal vai liberar ou não?

Friday, September 28th, 2007

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A liberalização das linhas aéreas para Madeira estava prometida para Outubro de 2007, mas pelos vistos a promessa vai sair gorada. Como o prazo está a terminar remete-se as responsibilidades para os organismos da União Europeia.
Nesta história de avanços e recuos as vítimas são o comum povinho (antes que algum puritano se manifeste faço a advertência que me incluo neste grupo) que tem de continuar a pagar 200 euros para ir até a metrópole e as companhias aéreas que pretendem entrar num mercado justo de concorrência. Claro que às outras isso não interessa nada.

Por isso despachem-se que já estamos cansados de esperar.

Roberto Xavier

Aplauso para Santana Lopes

Wednesday, September 26th, 2007

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E quase que me desdigo com esta nota.
Pedro Santana Lopes acaba de abandonar, sem má criação, os estúdios da SIC.
Tiro o meu chapéu e não me constipo.
Discutia-se, na edição da noite, a crise interna do PSD. Ainda estou sentado no mesmo lugar onde acompanhava de ouvido a entrevista de Ana Lourenço. De repente, uma interrupção, “que temos de ir para o aeroporto internacional ” já. Parei tudo. Pensei : ”um acidente, um atentado…”. Nada disso! Era a chegada de Mourinho a Lisboa.
Uma coisa do outro mundo de facto!
Foi exactamente pela babuseirada que isto é que Santana Lopes se recusou a pegar o fio à meada quando a emissão volta aos estúdios.
Primeiro perguntou à jornalista se ela sabia onde tinha ficado na conversa. Que sim. Depois se achava que se justificava aquela interrupção e, que o País estava doido e que por estas e por outras não anda para a frente.
O argumento pode até parecer pouco convincente mas o que ele também queria dizer, e com o que eu concordo em absoluto, é que há falta de solidez nos critérios jornalisticos, editoriais e de alinhamento. Fazem-se fretes para ganhar audiencias, para dar porcaria porque é isso que as pessoas gostam e isto é tudo uma festa. [Incluo aqui por exemplo ir 5 vezes ao mesmo beco que precisa de dois sacos de cimento da junta de freguesia e disso fazer reportagem de jornal.]
Sem espaventos o entrevistado disse ter os seus princípios e não abdicar deles em função de decisões editoriais. Acho que vai sendo tempo de repensar tudo isto, disse ele mais ou menos e eu ratifico. Por isso atitudes como esta de Pedro Santana Lopes merecem o meu apoio, apesar de tudo…
Roquelino Ornelas  

Ser minoria faz mal à saúde ?

Wednesday, September 26th, 2007

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Ser oposição a maiorias absolutas faz mal à saúde. À saúde mental. 
Veja-se o que acontece no PSD nacional e no PS Regional. É uma lástima. Faz chorar as pedras da calçada.
Tantos anos de democracia, tanta tecnologia para trazer até nós um conhecimento cabal do mundo e em vez de tirarmos lições de tudo isso, damos por nós rodeados de porcaria, de procedimentos patéticamente despóticos ou será, patéticos e despóticos?
Há alturas em que mais vale ficar quieto.
Perde-se o tino num ápice.
O último episódio é esta paródia com os candidatos Menezes e Mendes a ver quem ganha mais cromos e i
sto vai ficar ainda pior – acho eu. A única vantagem foi a oportunidade, inesperada de compôr as tesourarias do partido, de resto é; longa vida às actuais maiorias e, é bem feito!

Roquelino Ornelas

E na Madeira, não há nada?

Wednesday, September 26th, 2007

«O Sindicato dos Jornalistas (SJ) vai promover, nos meses de Outubro, no Porto, e de Novembro, em Lisboa, um ciclo de debates intitulado “Conferências de Outono” . Temas como o acesso à profissão e o seu futuro, as relações de género nos Média, o caso Maddie ou as novas tecnologias serão tratados ao longo de nove semanas por mais de três dezenas de convidados. No Porto, os debates realizam-se todas as segundas-feiras de Outubro, às 21 horas, no auditório da Cooperativa Árvore, que apoia a iniciativa. Em Lisboa, os encontros têm lugar todas as quartas-feiras de Novembro, também às 21 horas, na sede do SJ.

As conferências destinam-se a jornalistas, estudantes e professores e investigadores da área do Jornalismo e das Ciências da Comunicação, mas são também abertas ao público.

No Porto, o programa das Conferências é o seguinte:

01.OUT - “Acesso à profissão: O Caminho do Purgatório?” – Intervenções de Alfredo Maia (Presidente da Direcção do Sindicato dos Jornalistas), Fernando Zamith (jornalista na agência Lusa e docente na Universidade do Porto) e Cynthia Valente (jornalista no “Destak”) .

08.OUT - “Ainda sabemos escrever?” – Intervenções de Mário Cláudio (escritor e docente da Universidade do Porto), Pedro Olavo Simões (jornalista no “Jornal de Notícias” e bloguer do Fonte das Virtudes) e José Mário Costa (responsável pelo sítio Ciberdúvidas).

15.OUT - “Não te rias que é pior: Humor, Jornalismo e Política” – Intervenções de Manuel António Pina (jornalista e escritor), Carlos Romero (jornalista) e José Manuel Ribeiro (cartunista em “O Jogo”).

22.OUT - “Vamos acabar no Museu? O futuro do jornalismo” – Intervenções de Luís Humberto Marcos (antigo jornalista, director do Museu da Imprensa), Miguel Carvalho (jornalista na “Visão”) e Jorge Fiel (jornalista no “Expresso”).

29.OUT - “Ainda podemos escrever? - Incidências do Estatuto do Jornalista e das Novas Leis Penais” – Intervenções de Rui Pereira (jornalista e docente da Universidade do Porto), António Arnaldo Mesquita (jornalista no “Público) e Horácio Serra Pereira (advogado, chefe do Gabinete Jurídico do Sindicato dos Jornalistas).

As Conferências de Lisboa, cujo programa detalhado será divulgado em breve, abordarão os seguintes temas:

- “Do caso Casa Pia ao caso Maddie - Jornalismo sob suspeita: Comunicação Social e Justiça”

- “Jornalismo, Ciência e Ambiente - Informar para uma cidadania activa”

- “O Jornalismo tem sexo? - A Comunicação Social Perante as Questões de Género”

- “Novas Tecnologias - Instrumento Para Uma Nova Ordem da Comunicação”. 

em: http://www.jornalistas.online.pt/noticia.asp?id=5981&idCanal=553

 Nota: E na Madeira, não há nada? Ou será sempre a mesma coisa?

Lília Bernardes

Desejo que os políticos deste país tenham um ataque de asma

Tuesday, September 25th, 2007

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Regime Geral

Consulta - 50 euros.

Medicação (com descontos)

Levrix - 4,89; Assieme Turbohale (a velha bomba SOS) - 2 unidades - 72,14; Pulmicort nasal - 4,48; Singulair - 12,88; Ribomunyl (espécie de “vacina” preventiva deixou de ter comparticipação) 21,70

TOTAL: 116.09

Somando o dinheiro da consulta (50 euros) o total global de um tratamento para a asma atinge 156.09.

Afinal, deixar de respirar não é assim tão importante. 

Desejo, do fundo do coração, mas desejo mesmo, que um dia destes um deles fique de bico aberto a trepar paredes, roxo, a guinchar….e sem um turbohale que o acuda.

Já alguém pensou que a asma não é só uma doença alérgica de crianças mas que atinge sobretudo a terceira idade?

Este país não presta.

Lília Bernardes

 

A self made woman

Monday, September 24th, 2007

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Erva, nome original Weeds, parece à primeira vista não trazer nada de novo, porém esta série já de culto é tudo menos normal. O espectador fica preso à TV desde o genérico.
O mote principal é a história de uma viúva que tem de fazer pela vida e para sustentar os seus filhos e a sua casa no subúrbio dedica-se a um negócio quase familiar de marijuana. Neste negócio tudo vale menos vender erva a crianças.

Jenji Kohan, argumentista e produtora de Erva, afirmou ao site LAist que “em cada família há um consumidor de erva e queria fazer um programa fora-da-lei”.

Todos os intervenientes do enredo têm um papel bem definido e são ingredientes essenciais para umas boas gargalhadas.

Uma excelente proposta para começar a semana. Às segundas-feiras pelas 22.30 na RTP2.

Roberto Xavier