Archive for January, 2008

A remodelação

Wednesday, January 30th, 2008

Era esperada. E não se fica por aqui. Uma coisa é certa. Mário Lino, Luis Amado, Silva Pereira são, talvez, dos poucos que têm os pés firmes neste governo. Por outro lado, Sócrates actuou no momento exacto. De surpresa enquanto os media estavam entretidos com a abertura do ano judicial, com as palavras do Presidente da República e do Bastonário da Ordem dos Advogados. Assim se descentralizam as atenções. Neste caso, sobre os problemas da Justiça em Portugal.

Lilia Bernardes 

Vem dos Açores

Wednesday, January 30th, 2008

http://ilhas.blogspot.com/ foi uma descoberta interessante.

Lilia Bernardes

IGUAIS !

Tuesday, January 29th, 2008

Qual quase, qual quê?
São farinha do mesmo saco e então os politicos e politiquinhos do centrão são exactamente iguais. Siameses! Será preciso mais uma ou duas gerações para que isto fique direitinho (?).

Roquelino Ornelas

 

Quase iguais

Tuesday, January 29th, 2008

O comportamento dos políticos, dos partidos, não difere muito uns dos outros. As reacções são sempre muito idênticas em relação sobretudo aos jornalistas. E porquê? Porque acham que há sempre jogos por trás do pano. Porque acham que o jornalista deve estar sempre de um lado. Há dias, Pinto Balsemão dizia na SIC que os média não deveriam ser o tal 4ª poder, mas sim um contra-poder. E esse contra-poder significa “o outro lado” das coisas fossem elas Laranja, Azuis, Rosa ou Vermelhas. Eis a diferença. Estar a “soldo de” é igual em todos os sentidos. Sentidos que devem estar despidos de emoção, de afinidades pessoais, de cumplicidades. Razão porque esta é uma profissão solitária que diariamente nos coloca perante o que de melhor e pior há no Homem. Afinal, são quase todos iguais.

Lilia Bernardes

Informação Europa

Monday, January 28th, 2008

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A Comissão Europeia lançou hoje na internet um serviço interactivo destinado a fornecer aos interessados informações claras e práticas sobre a forma como as normas europeias são aplicadas aos serviços de interesse geral, os quais abrangem áreas tão diversificadas como a saúde, os serviços sociais, a energia, as telecomunicações, os transportes, a rádio e a televisão, os serviços postais e o ensino. Este serviço interactivo havia sido anunciado na sequência da Revisão do Mercado Interno levada a cabo pela Comissão em Novembro de 2007. O serviço proporcionará aos interessados respostas individuais aos seus pedidos de informação, esclarecimento e orientação. O novo sítio web disponibilizará igualmente as respostas às perguntas mais frequentes. Para além de prestar informações aos interessados, o serviço ajudará a Comissão a acompanhar e compreender melhor os problemas que surgem no terreno. O serviço encontra-se de momento disponível unicamente em francês, inglês e alemão, sendo as outras línguas oficiais da UE acrescentadas logo que possível. Endereço internet http://ec.europa.eu/services_general_interest/index_en.htm.
Para mais informações sobre os serviços de interesse geral, ver MEMO/07/475.

Lilia Bernardes
http://www.eu4journalists.eu/index.php/portuguese/

Depressão e ansiedade. Mal da Madeira?

Monday, January 28th, 2008

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A depressão e a ansiedade foi título do Diário Cidade  (DC) na semana passada.

Já agora fica uma sugestão. O DC não deveria entrar pelo espaço de opinião. Contem-nos histórias.

Mas, dizia eu, o tema obriga-nos a olhar para dentro e a reflectir. E não me venham com a desculpa de que é tudo produto do stress. Não é! Não me refiro às doenças crónicas mas ao “ir abaixo”. E o “ir abaixo” tem múltiplas razões. E não é com pílulas que invertemos a situação. Uma delas é a ausência total de solidariedade entre as pessoas. O egoísmo. O maldizer. O silêncio da competividade que isola. Os ambientes nos locais de trabalho e as pressões exercidas por vários motivos. Os salários de miséria. Um sistema de saúde que esquece as dores, muitas vezes somatizadas. O enquadramento de uma sociedade de consumo. A falta de amor, de aceitação, de diálogo. O medo. Vive-se com receios. Não se sabe bem de quê. A terapêutica não passa pelos químicos, na sua maioria, mas no sentir que não vale a pena aturar certas normas, certa gente, certos comportamentos e atitudes. “Mandar às urtigas” é um dos melhores remédios (grátis) pois a concorrência no dia a dia é acordar e acreditar que a vida lhe pertence. O resto é palha. Quem quiser que a coma.

Lilia Bernardes 

Afinal, Pacheco Pereira é madeirense…queriam!

Sunday, January 27th, 2008

Alguns gostariam….mas não é! Colocar o blogue de Pacheco Pereira  numa lista de blogues madeirenses é abusivo. “ABRUPTO” não trata da paróquia, nem do dentinho de “gata”.

Lilia Bernardes

Yon, el muchachote 2007

Tuesday, January 22nd, 2008

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Yon Goicoechea, 22 anos, finalista de Direito na Universidade Católica Andres Bello, em Caracas, foi considerado o homem do ano (2007) pela revista Zeta – publicação da família Poleo, com pergaminhos no jornalismo caraquenho.
O jovem Yon, já conhece bem os meandros das prisões venezuelanas. Neto de imigrantes bascos, passa os domingos em longas filas para poder visitar o pai, preso por delito de opinião.
Ouvi-o falar numa mega manifestação contra as pretensões de referendo de H. Chavez. “El muchachote” escolhido para líder estudantil fala que regala. É daqueles casos excepcionais de retórica com conteúdo. Dá gosto ouvir.
A minha primeira impressão foi de estar a ouvir uma grande promessa da política venezuelana e quiçá mundial.
Diz a minha amiga e colega Helena Correia que entrevistou pessoalmente o jovem, que lhe acrescem atributos de empatia e encantamento – uma receita infalível se o deixarem seguir o seu caminho.
Achei interessante a escolha da revista Zeta e a coincidência do palpite inicial.

Roquelino Ornelas
 

Andei pelo “casal ventoso”

Wednesday, January 16th, 2008

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Depois de uma noite agradável de fados,  em memória do compositor Max. De ouvir assombrada a Orquestra Clássica da Madeira (PARABÉNS, MAESTRO!) eis-me frente ao Tecnopólo, quase meia-noite, sem cigarros.

Sou dependente de nicotina. E a lei não sabe dos milhares que por aí andam. Sem um plano nacional e regional de saúde eficaz. Não quero autocolantes nos braços, não quero pastilhas elásticas, nem pingos na água. Não quero medicação de substituição. Quero deixar de fumar. Mas porque quero. O que me irrita no meio desta paranóia são as sacras contradições. Enquanto é proibido o tráfico de droga e permitido o consumo; o cigarro….ah esse maldito…é permitido o tráfico e proibido o consumo. Mas levo todos os dias nas ventas CO2 dos escapes dos bólides que entopem as artérias. Das ruas e as minhas.

Estava eu já na estrada - nunca vi tanto carro topo de gama junto (há muito dinheiro na Madeira, não há?) e uma onda de irritação subiu-me pelos tornozelos. Quero um cigarro. Uma oferta mata-me, por momentos, a ressaca de quase 3 horas de jejum. Mas…e a noite? Como é que conseguiria dormir sem uma carteira de tabaco na mala? Depois de muitas voltas, os cafés todos fechados, fui bater à zona velha. Havia uma luz acesa. Uma máquina automática e ironicamente uma voz fadista por música ambiente. Não havia troco. Moedas. Quero moedas. Foi um contar de cêntimos com euro e meio emprestado que consegui comprar «a minha dose» de 8 mg de alcatrão, 0,6 mg de nicotina e 9 mg de dióxido de carbono. Salvou-me a compreensão de um amigo que reconheço e agradeço a paciência.

O mais engraçado é que cheguei a casa, deitei-me e não fumei. Aquilo que eu fiz, o desespero de “tê-los” perto de mim, não difere muito de outras situações mais penosas. Mas estou “agarrada” na mesma. E vou-me inscrever na longa lista de espera da consulta para acabar com o vício. E logo direi se há um plano de desintoxicação para gente como eu.

Entretanto, já que é proibido fumar no interior da tasca mais ranhosa, façam o favor de colocar as máquinas de tabaco no exterior dos estabelecimentos (pede-se COERÊNCIA e RESPEITO) nem que seja ao lado das vendas automáticas dos preservativos, junto às farmácias.

Lilia Bernardes   

A pujança do velho Pujol

Wednesday, January 16th, 2008

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Jordi Pujol, o homem que dirigiu durante mais de duas décadas a Comunidade Autónoma da Catalunha, veio ao Funchal a convite do Banif.
Foi conferencista numa sessão que marcou os 20 anos desta instituição que nasceu da velha Caixa Económica do Funchal, onde se empregaram muitos jovens da minha geração e onde, alguns, passaram os piores momentos das suas vidas (a transformação em banco implicou emagrecimento de quadros e o armazenamento num quarto, sem nada para fazer, até enlouquecerem ou se demitirem nas condições que os novos donos queriam. Um Gulag à maneira… contas para outros rosários].
O velho Pujol, o homem que se fazia deslocar em jacto privado quando ia a conferências internacionais andou pela ilha a ver o desenvolvimento e sobretudo a ouvir, anónimamente, o povo. Ele mesmo deu conta desses testemunhos. O que terá ouvido o catalão em S. Vicente e noutras paragens por onde andou. Vejo uns sorrisos amarelos.
Foi agradável ouvir este vulto da autonomia, um homem que lutou contra o franquismo (que o condenou a sete anos de prisão), autor de um livro de memórias interessante, um homem bem resolvido com a vida sem ressabiamentos nem ódios de estimação. Um autonomista europeu moderno. 
Jordi Pujol, não se sente inútil. Não precisa de Corte, não tem intenções de voltar ao governo. Esse tempo passou. Pouca se importa se o sucessor tem barba ou bigode ou nem uma coisa nem outra. Saiu e pronto.
Hoje anda por aí a dizer o que pensa e mais do que isso a ser ouvido com atenção e prazer.
Na conferência do Banif falou da necessidade de acautelar a economia produtiva, um conjunto que não liga bem com a grande finança e com o interesse dos banqueiros. Era ontem e, é hoje. É o que ele pensa. Puro e duro.
Mas o que me levou a escrever estas linhas foram duas outras declarações do velho político. Primeiro esta; “a alegria é um activo económico”. É verdade que ironizou acerca de umas alegrias sem graça. E, por graça,  alguns aparatchiques que por ali pululavam para serem vistos, riram-se. Riram-se muito, apesar de não serem activos, economicamente falando.
A outra declaração que gostei tem a ver com o seu conceito de autonomia. Diz ele que antes da dita era fácil a qualquer político da Espanha profunda, acordar de manhã e esperar pelas ordens que vinham de Madrid.
Lá como cá. Lá, o comboio a trazer o “boletim del gobierno”, aqui, o barco com a mala postal do Governador….
Autonomia é outra coisa, para o bem e para o mal. É por exemplo, pormenoriza Pujol, os políticos se levantarem de manhã e não terem expiatório. Já não recebem ordens, podem decidir mas isso é uma responsabilidade.
É sim senhor outra música. E a riqueza da Catalunha, a sua história e identidade não justificam tudo. Fiquei curioso. Por isso vou ler o primeiro volume da biografia de Pujol, assim que terminar a (re)leitura de “A Festa do Chibo” de Mario Vargas Llosa outra coisa que sugiro aos meus amigos de verdade. Uma ficção tendo por cenário a República Dominicana mas que poderia ser noutro ponto do planeta.

Roquelino Ornelas