25 de Abril

25 abril de 1974

“Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
 
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade Grândola,
vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira Grândola a
tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade”

Letra e Música de José Afonso

Roberto Xavier

8 Responses to “25 de Abril”

  1. Lília Bernardes Says:

    Caro Roberto
    Gostaria de saber o significado que esta letra e música são para ti. Qual é o sentido da revolução para um jovem de 20 e poucos anos?

  2. Roberto Xavier Says:

    Cara Lília,

    Como um dos autores deste blog, deveria deixar que a discussão à volta desta letra e música florescesse antes de intervir. Todavia, perante o teu desafio uma resposta é merecida.
    Como sabes não vivi o 25 de Abril de 1974, por isso é normal que não me diga muito mais do que um acontecimento histórico de Portugal, ao contrário dos que realmente sentiram na pele.
    Porém, quando oiço a letra e música acima referida sinto alguma curiosidade e talvez inveja de não ter presenciado esse momento tão importante para nós, enquanto cidadãos livres de pensamentos e acções.
    Zeca Afonso debruça-se sobre Grândola como exemplo do que deveria ser um Portugal livre e harmonioso, onde o “povo é quem mais ordena”.

    Se Zeca Afonso fosse vivo o que escreveria sobre este Portugal actual?

  3. Donato Macedo Says:

    Como alguém cantava ao som de umas “guitarradas”: «Não venhas tarde…»

  4. Egídio F.C. Carreira Says:

    A propósito, Roberto, onde é que tu estavas no 25 de Abril?

  5. Lília Bernardes Says:

    E tu Egídio?

  6. Egídio F.C. Carreira Says:

    Quarta classe, escola primária de (já sei o que vais dizer) BOLIQUEIME, em Santo António, Funchal. O fervor revolucionário chegou mais tarde…
    E tu Lília?

  7. João Berenguer Says:

    Oi meninos!
    Vão brigar por causa do 25.
    Foi chão que deu uvas. Tem autores mais que conhecidos. Os que viveram esse momento têm as suas memórias boas ou más, ambas legítimas.
    Há coisas por fazer ainda. Por exemplo, exercer a cidadania todos os dias, todos os momentos.
    Bom fim de semana

  8. rui serrinha Says:

    foi com dor no meu peito que li as noticias em portugal aceca das pessoas que quiseram ir ao Carmo dizer um adeus ao fascismo e acabaram na cadeia, ora eu tenho 39 anos o meu avo passou seis anos no tarrafal a minha avo nao sabia se ele estava vivo ou morto tudo pela luta pela liberdade para que? posso perguntar eu lembro-me o 11 de marco quando tivemos militares na nossa casa que queriam tomar poder o meu avo correu com eles para fora do edificio isto apesar de eles terem g3s
    Como e possivel que nos tejamos esquecido da luta de um povo para a liberdade?

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