CEM Rodape
 
 
 
 

Em Novembro o CEM e a Escola Secundária de Francisco Franco celebram o 150º aniversário da publicação da obra de Charles Darwin, "A Origem das Espécies", com um ciclo de conferências intitulado “Darwin e a Origem das Espécies”, a decorrer entre os dias 23 e 25.

 

O programa inclui convidados de distintas áreas como a biologia, paleontologia e teologia, e conta ainda com a presença de um naturalista, em que o objectivo é apresentar e debater os diferentes pontos de vista sobre a teoria da evolução. Além das conferências e do debate, o programa prevê a realização de uma exposição de conchas e a estreia da peça de teatro "O português que se correspondeu com Darwin", encenada pela Contigo Teatro.

 

Convidamo-lo a participar neste evento com o qual encerraremos as celebrações do Ano de Darwin.

 

 

Introdução

 

“Nada faz sentido em biologia sem ser à luz da evolução. Esta frase da autoria de um notável geneticista e biólogo, de nacionalidade Ucraniana, Theodosius Dobzhansky, espelha bem a relevância e a actualidade da teoria da evolução de Charles Darwin.


A 24 de Novembro de 1859, em Londres, Charles Darwin publicou a sua obra mais famosa intitulada “On the Origin of Species by means of Natural Selection”, mais conhecida entre nós como “A Origem das Espécies”.


Na época, a polémica instalou-se. A Igreja, filósofos e cientistas confrontaram as suas opiniões e o livro rapidamente se esgotou. Terá sido Charles Darwin um revolucionário acidental? O próprio terá revelado que gostaria que as suas ideias viessem a público só após a sua morte. Mas como tal não aconteceu, viu-se no cerne de um conflito intelectual e cultural, entre cientistas, filósofos, políticos e a Igreja.


 Às questões que levantou: Qual é a origem das espécies vivas? Qual é a origem da humanidade? Charles Darwin respondeu:  Evolução por Selecção Natural.


Inicialmente envolta em polémica, na actualidade é de um modo geral aceite pela comunidade científica. Esta teoria continua “actual porque o seu princípio da selecção natural continua a ser, pelas boas e más invocações, objecto de investigação científica, mas também de debate no campo da filosofia, da política e da religião”, como referiu e Emílio Rui Vilar, Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian na obra “A evolução de Darwin”, publicada no início deste ano, no âmbito da celebração dos duzentos anos do nascimento de Charles Darwin. 


A Evolução por Selecção Natural é o princípio unificador da Biologia, pois cria elos entre diversas disciplinas científicas como a botânica, a zoologia, a embriologia e a paleontologia, conduzindo ao conceito moderno de Biologia, a ciência que estuda os seres vivos e a vida.


Citando Carlos Marques Silva, Paleontólogo da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a teoria de Charles Darwin “forneceu a explicação de como e porquê ocorriam as mudanças observadas nas associações de fósseis presentes ao longo das sequências rochosas … forneceu o fio condutor que permite usar o registo fóssil para descortinar os caminhos da História da vida na Terra”.
Passados cento e cinquenta anos da sua publicação, continua a ajudar-nos a compreender a organização dos genomas, a variabilidade genética e a assimilar a biodiversidade e as suas complexas relações.


A toda a hora, a investigação em biologia vem demonstrando que, a cada instante, os seres vivos evoluem. Surgem novas formas de vida, enquanto outras se extinguem. Charles Darwin reconhecia a frágil relação de equilíbrio entre as espécies e o meio ambiente, que ao ser alterada poderia levar à extinção de seres vivos.


Há cento e cinquenta anos, Charles Darwin reconheceu as características excepcionais da fauna e da flora da Madeira, de tal modo que as apresentou como exemplos na sua obra “A origem das espécies”.


Passados cento e cinquenta anos, essa famosa publicação continua a ensinar-nos a observar a Natureza na sua fascinante complexidade e encantadora diversidade e a alertar-nos para a extinção de espécies por influência do Homem.


Aprendamos com quem nos pode ensinar. Se não agirmos com a devida consciência da importância do património natural que a Madeira alberga, estaremos a comprometer a sobrevivência de espécies únicas no Mundo e estaremos a coarctar a Evolução por Selecção Natural.

 

Texto de Susana Fontinha

 

 

 

 

Programa


| Dia 23 de Novembro de 2009

Hora Actividade Local
11h00 Sessão de Abertura Escola Sec. Francisco Franco
Sala de Sessões
11h30 Conferência
"Darwin: entre baleias com patas e dinossauros com penas" - ver resumo
Doutor Luis Azevedo Rodrigues
Escola Secundária Gil Eanes, Lagos
     
15h30

Conferência
"Evolucionismo e Cristianismo: um diálogo
impossível?
" - ver resumo
Prof. Doutor Alfredo Dinis
Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa

Escola Sec. Francisco Franco
Sala de Sessões

 

| Dia 24 de Novembro de 2009

Hora Actividade Local
09h00

Peça de teatro
“O português que se correspondeu com Darwin”
Contigo Teatro

Escola Sec. Francisco Franco
Pavilhão
10h00

Debate: Darwin e a Origem das Espécies

Moderador:
Prof. Doutor Thomas Dellinger
CEM/UMa

Intervenientes:
Doutor Luis Azevedo Rodrigues
Escola Secundária Gil Eanes, Lagos
Prof. Doutor Alfredo Dinis
Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa
Padre Manuel de Nóbrega
Naturalista
Prof. Doutor Miguel Ângelo Carvalho
CEM/UMa
Dra. Dina Jardim
ESFF

Escola Sec. Francisco Franco
Sala de Sessões
12h00 Inauguração da Exposição de Conchas
Dr. Ricardo Macedo
Escola Sec. Francisco Franco

 

|Dia 25 de Novembro de 2009

Hora Actividade Local
10h00

Conferência
Darwin, darwinismo, neodarwinismo e pós-neodarwinismo - ver resumo
Prof. Doutor Jorge Paiva
Universidade de Coimbra / Centro de Ecologia Funcional

Escola Sec. Francisco Franco
Sala de Sessões
11h30 Encerramento  


 

| Esta actividade conta com o apoio: