PARADIGMAS
EDUCATIVOS
MESTRADO EM EDUCAÇÃO NA ÁREA DA INOVAÇÃO
PEDAGÓGICA
Ano lectivo de 2006-2007
30 h.
Prof. Doutor Nelson Veríssimo
nverissi@uma.pt
http://www.uma.pt/nelsonverissimo/
PROGRAMA
Objectivos:
• Avaliar o alcance do conceito de paradigma no
âmbito da História da Educação.
• Compreender o desenvolvimento das principais
ideias filosóficas, em matéria de educação,
através dos tempos.
• Analisar a sua evolução.
• Compreender a sua aplicação na
definição de objectivos, currículos e métodos
de ensino.
• Analisar criticamente essas ideias.
Conteúdos:
1. Paradigma e «crise dos paradigmas»: a
concepção kuhniana em discussão.
2. Idealismo e Educação.
3. Realismo e Educação.
4. Pragmatismo e Educação.
5. Reconstrucionismo e Educação.
6. Marxismo e Educação.
7. Existencialismo e Educação.
8. Pós-Modernismo e Educação.
METODOLOGIA
As aulas terão uma componente teórica
e outra prática. A primeira será constituída por
uma exposição dos temas programados, com recurso à
projecção de transparências e diapositivos. A segunda
resultará da leitura comentada de textos previamente distribuídos,
seguida de apresentação das respectivas sínteses.
AVALIAÇÃO
Trabalho escrito individual com um mínimo de
12 páginas A4 de texto e um máximo de 15, incluindo as
referências bibliográficas fundamentais, composto em Times
New Roman 12, com 1,5 de espaço entre linhas, a enviar, por correio
electrónico, até 31 de Julho de 2007.
Implica, obrigatoriamente, a leitura integral de uma
das seguintes obras:
- COMÉNIO, João Amos (1996). Didáctica
Magna. 4.ª ed. Lisboa: Fund. Calouste Gulbenkian.
- DEWEY, John (1959). Democracia e educação: introdução
à Filosofia da Educação. S. Paulo: Companhia Editora
Nacional. [Edição portuguesa: (2007). Democracia e educação.
Lisboa: Didáctica Editora].
- FREIRE, Paulo (1975). Pedagogia do Oprimido. 2.ª ed. Porto: Afrontamento.
- GIMENO SACRISTÁN, J. (2003). Educar e conviver na cultura global.
Porto: Ed. ASA.
- GIROUX, Henry (1997). Os professores como intelectuais: rumo a uma
pedagogia crítica da aprendizagem. Porto Alegre: Artmed.
- KANT, Immanuel (2004). Sobre a Pedagogia. Lisboa: Alexandria Editores.
- MORE, Thomas (2006). Utopia. Lisboa: Fund. Calouste Gulbenkian.
- PLATÃO (2001). A República. Lisboa: Fund. Calouste Gulbenkian.
- ROUSSEAU, Jean-Jacques (1990). Emílio. Lisboa: Pub. Europa-América.
2 vols.
- SAVATER, Fernando (2006). O valor de educar. Lisboa: Dom Quixote.
O trabalho desenvolver-se-á a partir de um comentário
à seguinte afirmação de Thomas S. Kuhn:
«A transição de um paradigma em
crise para um novo, do qual pode surgir uma nova tradição
de ciência normal, está longe de ser um processo cumulativo
obtido através de uma articulação do velho paradigma.
É antes uma reconstrução da área de estudos
a partir de novos princípios, reconstrução que
altera algumas das generalizações teóricas mais
elementares do paradigma, bem como muitos de seus métodos e aplicações.»
(2005: 116)
A partir da reflexão inicial, o trabalho contemplará
uma análise da obra seleccionada para leitura, mostrando em que
medida o pensamento do autor e a obra, em apreço, contribuíram
para o desenvolvimento da Educação.
Na avaliação do trabalho escrito, será
tida em conta a originalidade da reflexão, fundamentação
teórica e capacidade de expressão.
A detecção de qualquer situação
de plágio conduzirá à anulação do
trabalho individual e, de imediato, desvinculará o aluno deste
processo de avaliação.
BIBLIOGRAFIA SELECCIONADA
Obras gerais:
BLACKBURN, Simon (1997). Dicionário de Filosofia.
Lisboa: Gradiva.
BOWEN, James (1992). Historia de la Educación
Occidental. Barcelona: Herder. 3 tomos.
CHATEAU, Jean (dir.) (s. d.). Os grandes pedagogos.
Lisboa: Livros do Brasil.
(2002). Encyclopédie de la Philosophie. [s. l.]:
Librairie Générale Française.
GAMBI, Franco (1999). História da Pedagogia.
São Paulo: Fundação Editora da UNESP.
GILES, Thomas Ransom (1987), História da Educação.
S. Paulo: Ed. Pedagógica Universitária, Ltd.ª.
GUTEK, Gerald L. (1988). Philosophical and Ideological
Perspectives on Education. Chicago: Loyola University.
HIRSCHBERGER, Johannes (1994). Historia de la Filosofía.
Barcelona: Editorial Herder.
HOUSSAYE, Jean (1999). Questions Pédagogiques:
Encyclopédie Historique. Paris: Hachette.
IMBERNÓN, F. (org.) (2000). A Educação
no século XXI: os desafios do futuro imediato. 2.ª ed. Porto
Alegre: Artmed.
KENNY, Anthony (1999). História concisa da Filosofia
Ocidental. Lisboa: Temas e Debates.
LUZURIAGA, Lorenzo (1985). História da Educação
e da Pedagogia. 16.ª ed. S. Paulo: C.ª Ed. Nacional.
MANACORDA, Mario Alighiero (2002). História da
Educação: da Antiguidade aos nossos dias. 10.ª ed.
S. Paulo: Cortez.
MARQUES, Ramiro (1998). A Arte de Ensinar. Lisboa: Plátano.
(1999). Modelos Pedagógicos actuais. Lisboa:
Plátano.
(2001). História Concisa da Pedagogia. Lisboa:
Plátano.
MIALARET, Gaston e VIAL, Jean (dir.) (s. d.; c. 1984).
História Mundial da Educação. Porto: Rés,
4 vols.
MINOIS, Georges (2006). Les grands pédagogues
: de Socrate aux cyberprofs. Paris : Éd. Louis Audibert.
MONROE, Paul (1984). História da Educação.
16.ª ed. S. Paulo: C.ª Ed. Nacional.
NAVARRO CORDÓN, Juan Manuel e CALVO MARTÍNEZ,
Tomas (1998). História da Filosofia. Lisboa: Ed. 70. 3 vols.
POPER, Karl (2003). Conjecturas e refutações.
Coimbra: Almedina.
Sobre o conceito de paradigma:
AMSTERDAMSKI, Stefan. «Paradigma». In ROMANO,
Ruggiero (dir.) (1996). Enciclopédia Einaudi. Lisboa: Imprensa
Nacional – Casa da Moeda, vol. 33, pp. 293-314.
BRANDÃO, Zaia (org.) (1994). A crise dos paradigmas
e a educação. S. Paulo: Cortez Editora.
COELHO, Eduardo Prado (1987). Os universos da crítica:
paradigmas nos estudos literários. Lisboa: Edições
70, (max. pp. 21-69).
KUHN, Thomas S. (2005). A estrutura das revoluções
científicas. 9.ª ed. S. Paulo: Editora Perspectiva S. A.,
(tít. original: The Structure of Scientific Revolution. Chicago:
1962).
La explicación en teorías no enunciativas
de la ciencia (s. d.). Consultado a 30.09.2004 em:
http://www.es.geocities.com/soloapuntes/cuarto/fc1/t18fc1.html
MENDONÇA, André Luís de Oliveira
e VIDEIRA, António Augusto Passos (s. d.). Nova filosofia da
ciência. Consultado a 30.09.2004 em:
http://planeta.terra.com.br/educacao/abccetio/metodo%20kuhn.htm
Paradigma em Thomas Kuhn (s. d.). Consultado a 30.09.2004
em:
http://www.sul-sc.com.br/afolha/pag/thomas_Kuhn.htm
SÁNCHEZ-CEREZO DE LA FUENTE, José (s.
d.). Thomas Kuhn. Consultado a 30.09.2004 em:
http://www.webdianoia.com./contemporanea/kuhn.htm
Thomas Kuhn (s. d.). Consultado a 30.09.2004 em:
http://www.emory.edu/EDUCATION/mfp/Kuhnsap.html
Idealismo e Educação:
AGOSTINHO, Santo (1995). O Mestre. Porto: Porto Editora,
(tít. original: De Magistro. Escrito entre 388 e 391).
BUTLER, J. Donald (1966). Idealism in Education. New
York: Harper & Row.
KANT, Immanuel (2004). Sobre a Pedagogia. Lisboa: Alexandria
Editores, (ed. original: 1803).
PLATÃO (2001). A República. Lisboa: Fund.
Calouste Gulbenkian, (escrito entre 385 e 370 a. C.).
TEIXEIRA, Evilázio Francisco Borges (1999). A
Educação do Homem segundo Platão. S. Paulo: Paulus.
Realismo e Educação:
ARISTÓTELES (1998). Política. Lisboa:
Vega, (escrito no séc. IV a. C.).
(2004). Ética a Nicómaco. Lisboa: Quetzal.
BACON, Francis (1976). Nova Atlântida. Lisboa:
Minerva, (pub., a título póstumo, em 1627).
CAULY, Oliver (1999). Comenius: o pai da pedagogía
moderna. Lisboa: Inst. Piaget.
COMÉNIO, João Amos (1996). Didáctica
Magna. 4.ª ed. Lisboa: Fund. Calouste Gulbenkian (1.ª ed.,
Amesterdão, 1657).
HERBART, Johann Friedrich (2003). Pedagogia Geral. Lisboa: Fund. Calouste
Gulbenkian, (ed. original: 1806).
LOCKE, John (1992). Quelques pensées sur l’éducation.
Paris: Librairie Philosophique, (ed. original: 1693).
(2005). O ensaio sobre o entendimento humano. Lisboa: Fund. Calouste
Gulbenkian, 2 vols. (ed. original: 1690) .
SEARLE, John R. (1999). «Racionalidade e Realismo:
o que está em jogo?». Disputatio (7). Consultado a 7.05.2004
em:
http://www.disputatio.com/articles/007-1.pdf.
RUSSELL, Bertrand (1941). Educação e vida
perfeita. S. Paulo: Companhia Editora Nacional.
(1982). Educação e Sociedade. Lisboa: Livros Horizonte.
WHITEHEAD, Alfred North (1985). The Aims of Education
and other Essays. New York: Free Press, (1.ª ed. 1929).
Pragmatismo e Educação:
DEWEY, John (1959). Democracia e educação:
introdução à Filosofia da Educação.
S. Paulo: Companhia Editora Nacional. [Edição portuguesa:
(2007). Democracia e educação. Lisboa: Didáctica
Editora].
(1978). Vida e Educação: I A criança e o programa
escolar. II Interesse e esforço. S. Paulo: Ed. Melhoramentos
(tradução e estudo preliminar por Anísio Teixeira).
(1997) Experience and Education. New York: Macmillan, (1.ª ed.
1938).
(2002). A Escola e a Sociedade e A criança e
o currículo. Lisboa: Relógio d’Água, (1.as
ed. 1900 e 1902).
GAMBÔA, Rosário (2004). Educação,
Ética e Democracia: a reconstrução da modernidade
em John Dewey. Porto: ASA.
ROUSSEAU, Jean-Jacques (1990). Emílio. Lisboa:
Pub. Europa-América. 2 vols., (ed. original: 1762).
Reconstrucionismo e Educação:
BRAMELD, Theodore (1956). Toward a Reconstructed Philosophy
of Education. New York: Dryden Press.
COUNTS, George S. (1932). Dare the School Build a New
Social Order? New York: John Day.
ILLICH, Ivan (1971). Deschooling Society. New York:
Harper & Row, (ed. em Português: 1985. Sociedade sem escolas.
7.ª ed. Petrópolis: Vozes). Disponível a 5.10.2004
em:
http://homepage.mac.com/tinapple/illich/1970_deschooling.html
Auto-crítica do Autor, consultada a 5.10.2004 em:
http://www.informarte.net/bailedemascaras/alfabeto.htm
TOFLER, Alvin (1984). A Terceira Vaga. Lisboa: Livros
do Brasil. (1.ª ed. 1980).
Marxismo e Educação:
APPLE, Michael (1993). Official Knowledge: Democratic
Education in a Conservative Age. New York: Routledge.
(2001). Educação e Poder. Porto: Porto
Editora.
GADOTI, Moacir (1996). Paulo Freire: uma biobibliografia.
São Paulo: Cortez: Inst. Paulo Freire; Brasília, DF; UNESCO.
FREIRE, Paulo (1975). Pedagogia do Oprimido. 2.ª
ed. Porto: Afrontamento. (1.ª ed. 1970).
(1975). Educação política e conscientização.
Lisboa: Sá da Costa.
(1975). Educação como prática da liberdade. 5.ª
ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
GIROUX, Henry (1984). «Marxism and Schooling:
The Limits of Radical Discourse». Educational Theory 34 (2): 113-135.
MACEDO, Eunice, VASCONCELOS, Lurdes, EVANS, Manuela
et al. (2001). Revisitando Paulo Freire: sentidos na educação.
Porto: ASA.
MARX, Karl (1975). On Education, Women and Children.
The Karl Marx Library, vol. 6, org. por Saul K. Padover. New York: McGraw-Hill,
1975.
MARX, Karl e ENGELS, Friedrich (1978). Crítica
da Educação e do Ensino. Lisboa: Moraes Editores, (int.
e notas de Roger Dangeville).
PARASKEVA, John, ROSS, E. Wayne e HURSH, David (2006).
Marxismo e Educação. Porto: Profedições.
Existencialismo e Educação:
GREENE, Maxine (1978). Landscapes of Learning. New York:
Teachers College Press.
(1973) Teacher as Stranger: Educational Philosophy
for the Modern Age. Belmont, CA: Wadsworth.
MORRIS, Van Cleve (1966). Existencialism in Education.
New York: Harper & Row.
SARTRE, Jean-Paul (1974). Existencialism and Human Emotions.
New York: Philosophical Library.
Pós-Modernismo e Educação:
ARONOWITZ, Stanley e GIROUX, Henry (1991). Postmodern
Education: Politics, Culture and Social Criticism, Minneapolis: University
of Minnesota Press.
GIROUX, Henry (1992). Border Crossings: Cultural Workers
and the Politics of Education. New York: Routledge.
(1994). «Slacking Off: Border Youth and Postmodern
Educatio». JAC 14.2 Fall. Disponível a 05.10.2004 em:
http://www.gseis.ucla.edu/courses/ed253a/Giroux/Giroux5.html
(1996). Teoria crítica e resistência em
Educação: para além das teorias da reprodução.
Petrópolis: Vozes.
(1997). Os professores como intelectuais: rumo a uma
pedagogia crítica da aprendizagem. Porto Alegre: Artmed.
(2003). Atos impuros: a prática política
dos estudos. Porto Alegre: Artmed.
POURTOIS, Jean-Pierre e DESMET, Huguette (1999). A educação
pós-moderna. Lisboa : Instituto Piaget.
SILVA, Tomaz Tadeu da (org.) (1993). Teoria educacional
crítica em tempos pós-modernos. Porto Alegre: Artes Médicas.
Voltar ao topo
da página |